quinta-feira, 17 de julho de 2008

more than words

talvez não importe o quanto você se importa, mas eu, realmente, me importo demais. eu dou importância ao que temos. e por que chorar? não chore. ou chore. não julgo chorar sinônimo de fraqueza - então não tenha medo de parecer fraca, pois. eu me acho tão mole para tanta coisa também. primeiro ela dá tapa depois quer dar colo? É, NÃO ENTENDO. entenda, contudo, que chorar me ocorre certo sentimento de invasão. quando não caibo dentro de mim, quando não me comporto, quando não tenho o que dizer mais, quando não me defino ou me estabeleço, quando não cresco certo, eu choro. e então quando paro, me sinto estúpida: chorar implica indignação também. se é tão simples, por que diabos haveria de perder tempo chorando? suponho que chorar não seja assim tão nobre ou poético, mas sim térpido. tosco mesmo. coisa de gente retardada. eu não irei embora se você me disser que também não irá. sabe, às vezes acho que não posso mais. sinto não conseguir continuar mais em algum momento breve, apesar de relutar contra a parada. eu entendo, também; e de fato acredito que se deve estar com alguém que lhe faça perder os cabelos. daí o ditado: tem que ser quente ou frio, de for morno eu te vomito. exato. eu quero ver você louca, sem juízo. faminta. intensa, inquieta, agitada. medrosa. suada, molhada, encharcada. grudada em mim. feliz. é, eu quero você feliz.

eu quero conhecer você para que o tempo permita que me conheça também. eu tenho saudades do seu beijo, do seu cheiro; e tenho tanto que seu perfume ainda está na minha blusa, no meu cabelo. seu gosto ainda está na minha boca e seu rosto, na minha imaginação. tenho saudades do seu sorriso sério. do seu jeito de brava. do seu olhar de calma: parece que foi agora mesmo a última vez que eu olhei para você. definitivamente não sei explicar, alguma coisa me deixa presa a você. alguma coisa me puxa para perto de você, me arrasta, me gosta com você.


eu não sei dar metade de mim também.

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