segunda-feira, 6 de abril de 2009

a concentração era vasta

acendeu o cigarro - não porque tinha vontade de fumar, mas porque tinha falta de vontade em relação a todo o resto. já não havia mais nada do que fugir, ou do que se esconder. precisava aprender como se fazia café. e bule. e pó. e fogo. prometeu sossegar depois disso tudo esclarecido. fez uma pausa: imagina alguém que que não consegue saber o que é importante e o que não é. que prazer há em perder tempo?

ela era uma mulher que a alça do sutiã escorria pelo braço, uma alça larga que caia pelo ombro e por debaixo da manga da blusa. uma camisa cinza, xadrez, meio azulada e sem cor. ela colocava o cabelo para trás, e depois o ajeitava de volta para o lugar. pedia silêncio. que peso que há nisso? a concentração era vasta.

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