domingo, 8 de março de 2009

uma mulher desse tipo

poderia abrir os braços no ar, dar a cara a tapas de outros e de terceiros. as amantes já não importavam mais. não importavam os almoços de família. a bebida, a droga, o disco. o rosto era um tabuleiro de dedos, e de arranhões. os peões, os dados, o jogo, o ganho: tudo perdido. tinha aberto uma fenda no tempo, e jogado o corpo. tinha tragado o cigarro, e jogado fora. tinha dado o corpo, e jogado o tempo. tinha terminado tudo, e começado tudo de novo. nenhum elogio, nenhuma reclamação tão boa. os amantes já não lhe interessavam mais. ela, a mulher que tombou para o lado.

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