sexta-feira, 12 de setembro de 2008

diagnóstico de cor, e de corpo

acho que morri, não sei. pedi óbito de mim.

e não. não está nada claro: o diferente acanha.
eu poderia arranhar todo o rosto e me mostrar para o mundo que você diz rosa. engraçado, sequer rosas são rosas. a conclusão que se chega é a seguinte: mentira. quem vende aceita vender mais? parece lógico que todo mundo vai preferir um computador a uma máquina de escrever? o diferente acanha. eu poderia agora arrancar meu rosto e me jogar no mundo só corpo. eu não consigo me concentrar. nem digerir. nem ingerir nada. não almoço há dias. tudo me embrulha o estômago. e me enjôa. e enjôa. e me vomita. eu mesma me vomito e me regogito nas próprias mãos, escorrendo pelos dedos, nojento e sujo, feito areia, nojento e sujo.

você desiste de um pelo outro? eu faria uso indiscrimidado do sexo, recreativo. mas os beijos sei que vão me pinicar. sei que a lingua terá espinhos e os dentes, crateras. que os lábios formarão pequenas giletes. as vertebras serão espadas. e as espadas, as armas, pétalas.

diz-se.
precisaria se ajustar.
(mas é totalmente desajustada)

diz.
meu juízo é uma aparência, entenda.

2 comentários:

  1. oi noelle!!

    que bom que você gostou dos textos. hehe é mais um exorcismo pra mim escrever...(como voce pode ter visto o nome do blog) haha mas é claro que eu gosto quando gostam dos meus textos =)

    gostei bastante dos seus tbm!! vou ler sempre!! bom achar pessoas como eu!

    bjjj!!

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