<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495</id><updated>2012-01-30T14:44:27.834-02:00</updated><category term='o'/><title type='text'>você cometeu um engano.</title><subtitle type='html'>estou a iniciar um texto. eu me concentro: e eu sei, eu vou perder um tempo. é como se fosse ter um filho ou fosse decolar, pular de um prédio. passo a ser uma extensão de mim. tropeço, como um bêbado. trago a embriaguez comigo. sou apenas um pacote de receios. sou eu, resguardo.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>450</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-514029958456872084</id><published>2012-01-22T14:24:00.005-02:00</published><updated>2012-01-22T15:30:07.782-02:00</updated><title type='text'>izabella e suas metáforas sensivelmente reais</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;izabella e suas metáforas sensivelmente reais, foi assim que decidiu chamá-la. em metade de um susto, e tomada por uma pressa de viver, os pulmões pararam sob o risco do som agudo e fino de uma suposta arritimia cardíaca. houve um silencio sobre tudo até que a alteração da frequência dos batimentos fosse recuperando o curso, sem ser lento nem acelerado, simplesmente irregular, esse compasso foi voltando feito duas luzes que piscam alternadas e se encontram em determinando tempo, repetidamente. houve o pensamento de que o compasso desordenado de quem se apaixona põe danças inteiras sob pena de cairem no esquecimento. então desarmou-se. pensou que houvesse a ideia de flores belas demais no esquecimento, como dias intensos à deriva. pensa em azul. precisa recuperar o ar no impulso, ou ser jogada para fora, de um mar que já não traz nem leva nada. vai por as pantufas de quarto para trabalhar, os disfarces para viver. &lt;strong&gt;é tão incapaz das coisas difíceis&lt;/strong&gt;! e nessa constatação, real e firme, sua voz começa a voltar, então aos poucos se descobre. desdobra-se como quem não sacode as roupas do armário há anos. mostra as palavras inflamadas, no espelho de vidro, nos olhos cujo calor aquece as pálpebras, que restaram como resta pouca saudade de quem ainda está vivo. 'ninguem se desfaz à toa'. sabe que são as inconveniências diárias que tornam indomáveis as chateações. mas os bichos só saem quando tem forma o suficiente para isso. então sente-se como um bicho de fora. bicho criado em casa que não soube ser cafajeste de rua. queria ser livre e original. mas a liberdade está presa a originalidade e não há originalidade nenhuma em querer ser livre. são apenas recorrências. e só há uma maneira de ter paz dentro de um furacão: se tornando um.&lt;em&gt; izabella, que despertou metáforas sensivelmente reais nela.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;põe um pouco os pés de lado, cruzados como se dessem um nó nas pontas. constantemente o escritor se propõe a uma dislexia imaginária. traz um cigarro a boca. há diversas noites que passa sob um desapego sem dó, mergulhada no universo da cama, sem nenhuma totalidade em relação ao sexo, a musica ou ao corpo. sente que está meio imersa em uma constante novamente, em busca de paixões nas quais pessoas demonstrem uma inteligência que verdadeiramente respeite. tinha sido interferência, e agora, quando solta essa fumaça tão densa, tão facilmente se dispersa junto. as interferêcias são as palavras ardias que não cabem na boca. 'as pessoas olham, elas observam você. isso não a incomoda?'. então leva as mãos até o ombro, fazendo quase "x" no peito, porque, no fundo, quer saber qual a textura do cabelo daquela pessoa, quer saber os olhos são tocaveis, se os ombros são largos ou se o corpo é estreito. desce correndo as escadas, tomada talvez pelo mesmo impasse de antes. 'eu caibo neste abraço?'. é assim que as coisas começam, com a facilidade da ideia de que as mãos tem de se encontrar sob pretexto de nada. os dias passam depressa, disfarçados de consolo e um pouco de fé. &lt;em&gt;as dores unem mais as pessoas do que elas imaginam&lt;/em&gt;. é uma maneira irrisória de não estar sozinho, mesmo quando se foi deixado, quando não se está sob a pressa de ir. duas pessoas deixadas suportam, como ninguém, a outra num entendimento silencioso, de palavras sensivelmente reais, quase numa vergonha recíproca, numa nova fraternidade. &lt;em&gt;izabella e as metáforas&lt;/em&gt;. foi assim que decidiu chamá-la. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-514029958456872084?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/514029958456872084/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=514029958456872084&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/514029958456872084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/514029958456872084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2012/01/izabella-e-suas-metaforas-sensivelmente.html' title='izabella e suas metáforas sensivelmente reais'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-7764982013025106694</id><published>2012-01-17T18:12:00.003-02:00</published><updated>2012-01-17T18:52:14.550-02:00</updated><title type='text'>cartas maritimas | 3</title><content type='html'>fildesville, 13 de fevereiro de 2022.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="-webkit-tap-highlight-color: rgba(26, 26, 26, 0.296875); -webkit-composition-fill-color: rgba(175, 192, 227, 0.230469); -webkit-composition-frame- color:rgba(77, 128, 180, 0.230469);"&gt;querida maria paula.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="-webkit-tap-highlight-color: rgba(26, 26, 26, 0.296875); -webkit-composition-fill-color: rgba(175, 192, 227, 0.230469); -webkit-composition-frame- color:rgba(77, 128, 180, 0.230469);"&gt;este diario nao tem me bastado. preciso conversar com alguem. lembra que lhe disse, na outra vez, que ainda gostaria de me apaixonar novamente, antes de morrer? me perdoe minha amiga, eu estava mentindo. eu gostaria de jamais ter essa sensação novamente se pudesse. meu corpo não suportaria. a vista nao é mais bonita daqui. as viagens perderam-se em uma importância distante e nebulosa. a ausência. há fantasma de coisas repudiadas aqui. será possivel eu estar enlouquecendo? eu tenho tido a sensação de bichos andando pelo meu corpo, e as minhas pálpebras pesam tanto que minha cabeça permanece baixa. as unhas comidas, os dedos, as mãos que nao sossegam. eu nao vi os avisos? eu perdi o ar em um mundo que respira sexualidade e juventude. e agora? eu não pertenço. o meu corpo não cabe neste lugar. talvez você não devesse vir até aqui, acho que eu seria uma odiosa companhia. decidi voltar a fumar. decidi parar de procurar meus amigos, porque cada vez que conto a eles a dor desta inflamação reverbera dentro da minha cabeça. toda vez que conto a eles é como se eu fosse deixada novamente, eu me vejo sentada, sozinha, de volta ao ponto de inicio. quantas vezes você já desejou perder a memória? por que imaginamos as pessoas que amamos transando com outras, por que, me diga, esta é a primeira coisa que pensamos? não me diga que sobreviveu para além deste mal. é porque isso representa a perda, a falta de alcance? quando as pessoas se amam elas se tocam o tempo todo, nao é? diga, minha amiga, se estou inundada nesta carencia, na frieza que se tornou este lugar. luto para não embrutecer, embora meu corpo esteja se enrijecendo a cada segundo. de repente as pessoas sao seduzidas por mais paciência, por mais douçura. e esta acidez, que lubrifica verdadeiramente as relaçoes cai no esquecimento. na implicancia cotidiana, as coisas mais bonitas tendem a ser reduzidas. o afeto pede mais que amor. e o amor não esquece. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;com urgência,&lt;br /&gt;ana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-7764982013025106694?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/7764982013025106694/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=7764982013025106694&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/7764982013025106694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/7764982013025106694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2012/01/cartas-maritimas-3.html' title='cartas maritimas | 3'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-3001352159540738477</id><published>2012-01-13T02:38:00.007-02:00</published><updated>2012-01-13T12:50:12.874-02:00</updated><title type='text'>à ana | 17</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;eu deveria me perdoar por querer tanto você perto de mim? &lt;em&gt;não pelo contrato, entenda&lt;/em&gt;. mas pela companhia. não há regras - as regras são feitas para acordos em que se ganha muito dinheiro. acontece que tua espontaniedade não pode ser trocada por nada, adquirida por nada. então que a tua paixão ainda me enlouqueça, mesmo que utimamente eu tenha puxado mais os cabelos imaginando qual tipo de solidão colocou os braços em volta de você. sabe, essa solidão tem me segurado também - ironicamente, meu riso sucede instantes de choro. fico horas imaginando sua vontade de ir embora, seu regresso e sua distância. há buracos incompreensiveis em todas as pessoas. eu senti como se eu tivesse sido arremessada, e no arremesso, a fragilidade - as coisas se quebram muito facilmente - de estar diante de um mundo que se abre, que se dilacera. e quando o mundo abre essa fenda, ou você respira ou você é sugmerdido: eu fiquei sem respirar por quatro horas. por quatro horas o inchado dos meus olhos me massacrou as idéias. &lt;strong&gt;ana&lt;/strong&gt;, tenha cuidado por suas flores, mas não apenas por elas. tenha cuidado pelo nosso quintal, pela nossa vida, pelas plantas que colocamos lá. o amor não esquece. tenha carinho por nossos dias. meus braços não podem alcançá-la se você não esticá-los mininamente. você precisa curvar o corpo, tombar um pouco mais para cá. porque senão a minha busca é vazia. meu coração ainda bate aí? você ainda o guarda como seu? talvez tenhamos trocado sem perceber. talvez tenhamos pensado que a exuberancia que nos atraiu não valesse nada. &lt;em&gt;filha da puta, eu&lt;/em&gt;. porque se muitas vezes brinquei com a incerteza do destino e da vida, hoje esse pensamento cai sobre mim sério e firme: não há nada certo. e essa dúvida latejante na minha cabeça, e me desconcerta, que me humila. eu fui muito inocente? eu fui muito longe? eu briguei pouco? entende como as coisas perderam a linha imaginária das respostas? então não me faça pensar que sou suficiente se não sou. não me faça pensar que sou eterna, que sou mãe de seus filhos, que sou namorada, esposa, mulher sua - &lt;em&gt;se não sou&lt;/em&gt;. não me faça acreditar que seu humor é, por demais, encharcado de acidez, se ele não é. não me faça acreditar se você não está convencida. eu me apaixonei mais por você quando você não soube, quando você teve dúvidas, quando você teve receio, teve medo. porque as pessoas não crescem sozinhas. elas crescem com as pessoas que amam - e eu amo você. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-3001352159540738477?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/3001352159540738477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=3001352159540738477&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/3001352159540738477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' 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/&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;querida maria paula&lt;/span&gt;,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é imensa minha alegria de ter recebido sua carta. talvez exista um cansaço real sobre as pessoas. alguma coisa que as tem feito ter necessidade de desacelerar, e as faz sentir meio acolhedoras, meio quase cafonas. sinto que é bom que a vida tenha tomado este rumo, de certa forma. assumo, que mesmo todo costume que desenvolvi perante esta cidade, o frio ainda me faz perder um pouco a mobilidade das juntas do corpo - engraçado é pensar que isso que me imobiliza também me faz querer estar mais perto de sabrina, quieta e serena. os damascos ainda são tantos, como já lhe disse, e ainda me espantam como são frescos e cheios de cor. você precisa vir, minha amiga, conhecer este vilarejo - garanto que ele lhe traria grande inspiração. há uma quietude acolhedora em tudo, mesmo que estejamos sempre a beira de um silêncio quase enlouquecedor - há de haver cuidado - é assim que nos mantemos sãs. fico feliz em saber que sua cirurgia aconteceu como planejado. sinto, contudo, nao estar ai para lhe fazer companhia. você ainda prefere suco com limões sicilianos? aqui eles existem aos montes tambem. tenho saudades do mar - mesmo que o tenha visto pouquissimas vezes. e acho ninguem pode ser verdadeiramente feliz sem ter visto o mar de perto. não tenho escrito grandes invenções mirabolante, nem fugas descabidas da realidade. contudo, gostaria de me apaixonar mais uma vez ainda se pudesse antes de morrer. mas talvez isso não seja possivel. quando me mandar seus manuscritos, eu devo ter algo para lhe enviar também - mesmo que sejam coisas mais antigas. quanto a pedro, não se aflite. espero que ele comece logo as férias - porque imagino que esteja ansioso para cuidar de você, mesmo com aquele jeito mais reservado dele. o cuidado faz bem às pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;espero que suas pernas se recuperem logo entao, assim como espero uma visita de vocês. posso colocá-los no quarto dos fundos, o antigo atelier de sabrina que foi feito com uma madeira bem grossa e mantem o lugar sob uma calefação quase natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um grande beijo,&lt;br /&gt;ana.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-8074337427846076638?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/8074337427846076638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=8074337427846076638&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' 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convencer-se</title><content type='html'>o convencimento é um anão dançante a beira de uma estrada vazia. você nunca vai conseguir provar que ele existe, porque ele só existe no momento em que você fala dele. depois ele desaparece. então você tem de voltar a falar dele amanhã, e depois, e pra sempre. e ele vai se tornando a coisa mais chata do mundo - e as coisas chatas do mundo são todas meio irreais, mentirosas. tão farsantes como o próprio anão dançante a beira da estrada vazia, tal qual o convencimento - que está morto pela própria urgência que tem de existir. as &lt;em&gt;coisas só existem quando as pessoas se interessam por elas&lt;/em&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-731178127174239731?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/731178127174239731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=731178127174239731&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/731178127174239731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/731178127174239731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2012/01/beira-de-uma-estrada-vazia-ninguem-pode.html' title='à beira de uma estrada vazia, ninguem pode convencer-se'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' 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Você não se apaixona pelas pessoas que estão nela, mas pela idéia irrisória da festa, pela idéia do evento que ela representa. Foi de tanto me apaixonar por essa idéia pequena que, quando conheci Sabrina, a euforia que me tomou nunca conseguiu me ensinar a calma de vê-la ou de conquistá-la. Ela fazia parte de uma celebração, de um contexto que eu não conseguia separa-la. O lugar dela era o que ela tinha para me mostar. Eu imaginei que a mulher que ela era tinha um passado interessante para mim desse jeito – acontece que isso é tão imprudente! Ela acabou por vestir-se desta condição de se mostrar para mim, eu vi, como se a importância das coisas estivesse fazer com que eu soubesse quem ela era – o que facilmente poderia nos fazer cair em uma amizade superficial. Tive cuidado. Tombei para o seu lado, meio envergonhada, meio curiosa. Era o meu primeiro ano em Fildsville e as tradições quase rurais daqui ainda me causavam um pouco de estranheza. Eu apreciava a idéia dos lareiras ligadas, das velas e das sombras que se criavam em razão disso. Aos poucos, era possível ver as casas para além delas mesmas, pequenos coloridos que surgiam aqui e ali enrubesciam a cidade basicamente branca e marrom. Existe uma agitação que toma pessoas que nao conhecem nada. James segurava a minha mão [...].&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-3830104951000002024?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/3830104951000002024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=3830104951000002024&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/3830104951000002024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/3830104951000002024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2012/01/ana-e-as-festas-2.html' title='Ana e as festas | 2'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-3808117599178430586</id><published>2012-01-02T00:23:00.004-02:00</published><updated>2012-01-04T13:35:07.850-02:00</updated><title type='text'>Ana e as festas</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A JANELA POÉTICA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ana e as festas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A paixão do outro enraivece ao passo que a minha parece completamente íntegra. Eu não tive vontade de voltar para dançar com você, eu diria a ela. A dança é a forma mais imoral de aproximação. Na dança as mãos caem sob o juízo duvidoso do acaso, enquanto um se dilata e o outro se contrai, quase foge, eu tive vontade de voltar para ajudá-la. Ajudá-la a por o pratos em ordem, lavar as louças, jogar as latas, limpar a casa. O corpo tomba para o lado do outro, como pretexto de quase nada, ate que os dedos segurem cabelos e cintura. As mulheres tem inumeros lugares aos quais eu poderia me agarrar duante a dança Acontece que as festas rapidamente escapam do controle e, enquanto são o incomodo de uns, tornam-se o palco de outros. Eu tive vontade de cuidar, não de possuir; e deste zelo feito de posse, Sabrina parou a musica e apontou a porta. Seus olhos me consumiram toda. Eu nunca deveria ter chegado àquela porta com insistência – porque ali, quando eu saísse, no instante em que eu saísse, ela bateria aquela placa de madeira nas minhas costas, e subiria as escadas de volta correndo, desaparecendo da minha vista. Não coloquei o braço a frente para puxar seus cabelos, ainda que a minha vontade tivesse sido essa. Sabrina não dançou. Mas desfilou sua condição de mulher pelos cômodos da casa toda – não varreu o chão, mas sobre os tacos e rejuntes fez celebrações indígenas e reverenciou ao publico seu próprio cabaré [...].&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-3808117599178430586?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/3808117599178430586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=3808117599178430586&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/3808117599178430586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/3808117599178430586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2012/01/ana-e-as-festas.html' title='Ana e as festas'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-1748895985539061763</id><published>2011-12-28T13:30:00.003-02:00</published><updated>2011-12-28T13:44:09.187-02:00</updated><title type='text'>cartas de alguém bem perto | 3</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;há uma importancia das terceiras pessoas em nossas vidas.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;devo me lembrar de você de que forma, extamente? devo lembrá-la como a pessoa que me fez rodar sobre uma euforia generalizada ou como contemplação serena? devo lembrá-la como a sensação de completude que me trouxe ou como o abismo de equilibrio em que me transformou? &lt;/em&gt;há uma importância das terceiras pessoas em nossas vidas&lt;em&gt;. e esta importancia foi a qual eu reverenciei tantas vezes e pus em xeque tantas outras. devo lembrá-la como paixão ou como angustia? como pergunta ou como confissão? como desassossego ou como permanencia? posso sequer chama-la de permanencia mesmo voce tendo estado aqui por vinte e quatro horas? a vida nunca me preparou para você, e queria que você soubesse disso. mesmo nas vezes em que eu me revelei - tive de ser meio burra, meio sem saber brincar e errei muitas vezes para te dar a vez no jogo. e nessas suas chances, você foi ao banheiro, foi dormir cedo, foi beber pelo caminho, foi visitar os pais. e eu me tornei palavras como 'quase', 'logo', 'perto'... expressões como 'daqui a pouco', 'em breve', 'da proxima vez'. então, da proxima vez, quem sabe, diga para a vida - ou para qualquer coisa que coloca duas pessoas que se gostam no mesmo caminho - diga que você não soube jogar, que não teve tato nem tempo... que não teve vontade. porque presença é pura vontade e o desgaste da saudade é de uma intoxicação sem limites.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-1748895985539061763?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/1748895985539061763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=1748895985539061763&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/1748895985539061763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/1748895985539061763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2011/12/cartas-de-alguem-bem-perto-3.html' title='cartas de alguém bem perto | 3'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' 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/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/891130290648456990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=891130290648456990&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/891130290648456990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/891130290648456990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2011/12/felicidade-sao-horas-2.html' title='felicidade são horas? | 2'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' 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torna uma adoração, um documento de quem eu sou, um registro... uma imortalidade [...].&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-929699734928994400?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/929699734928994400/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=929699734928994400&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/929699734928994400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/929699734928994400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2011/12/felicidade-sao-horas.html' title='felicidade são horas?'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-595245571312262330</id><published>2011-11-03T19:15:00.002-02:00</published><updated>2011-11-03T19:54:11.645-02:00</updated><title type='text'>à ana | 16</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;hoje&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;que voz é esta sua? não entendo. porque talvez eu não esteja a me reconhecer nesses ultimos dias também. aliás, a pretexto de seu corpo é que escrevo isto. sabe, ana, quando me sento eu me sinto retroceder um pouco. queria meu corpo postado ao seu lado, como fizemos antes, mas parece que tem um bicho que me come pelas beiradas, e me tira o tato de você. é desesperador ver eu me perder de você assim. peço desculpas pelo meu abandono que talvez me tenha feito deixar um lugar, uma função, o seu amor. acho que causei um esquecimento de mim mesma, achando que nossa deliciosa paixão, alegria e proximidade jamais cairiam sob o rigoroso sistema da manutenção. eu achei que a segurança que eu tinha em você me daria forças pra tudo. acontece que de repente eu deixei de ser questionada por você, para ser meio desfigurada pelo meu egoísmo. &lt;em&gt;há problemas, claro&lt;/em&gt;. mas eles não são, nem nunca foram você. pois que foi na sua companhia que fiz planos, que montei a vida, que sonhei de novo - que aprendi que as coisas que a gente acredita são verdades realmente bonitas. não quis me afastar, negar minha presença. eu só queria a urgência de sua companhia pela minha de novo, como tantas vezes eu quis também. quero poder curar suas carências, mesmo sabendo que nunca serei completamente capaz. quero, e quero hoje. me desculpe, meu silêncio tão pesado às vezes, &lt;strong&gt;eu sei&lt;/strong&gt; - ele também é para mim. porque tenho estado meio calada aqui, em telefones, em tanta comunicação. abraça meu corpo, ana. porque eu me sinto agarrar seu corpo de novo. desculpe, agora, se minhas palavras foram vazias em algum momento... acontece que elas estiveram muito carentes também. tenho um sentimento angustiante produzido por uma saudade de nós, sobre a qual eu não tenho tido domínio. errei pouco, muito, tantas vezes, sutilmente, fui intolerante, aspera, receosa. porque te amo com um amor deveras agressivo, sobre o qual ainda luto para sair do constante enfrentamento em relação a você. você entende? por vezes ainda confundo, porque te amo tanto que volto a misturar o amor e os tantos inimigos que ja tive misturados a ele. quero ver a coisa pura que fomos, quando adquirimos a noção da verdade pela simples intuição. você sente? então estamos do mesmo lado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-595245571312262330?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/595245571312262330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=595245571312262330&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/595245571312262330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/595245571312262330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2011/11/ana-16.html' title='à ana | 16'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-8513749535343603810</id><published>2011-10-30T20:13:00.001-02:00</published><updated>2011-10-30T20:14:41.868-02:00</updated><title type='text'>à ana | 15</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;carta à ana, entregue em julho deste ano mesmo.&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;quero que você deixe essa vida, que se case comigo. que nossos filhos sejam ruivos e de olhos verdes - porque a minha avó tinha olhos cor de céu quando amanhecia quando era moça. quero que você seja a moça mais feliz do mundo, que nossos dias sejam permanentes dentro da lucidez incômoda que temos em comum, que nossas noites sejam sempre cedo demais. que nossos "demais" não sejam muitos nem muito chatos, mas que sejam sempre excesso e que nos extrapolem. que você não parta, mas que divida comigo tudo que te faz distrair ou encantar. que você cante para mim, em um canto do quarto, o quanto eu ainda a posso surpreender. que você conte comigo, porque já não poderia mais fazer de conta, que é tão somente você que desejo tomar conta o resto da vida.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-8513749535343603810?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/8513749535343603810/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=8513749535343603810&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/8513749535343603810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/8513749535343603810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2011/10/ana-15.html' title='à ana | 15'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-8849675957678495527</id><published>2011-10-27T19:21:00.004-02:00</published><updated>2011-10-27T19:24:47.601-02:00</updated><title type='text'>a cabine | 6</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;tua vez, ana&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;acontece que se você me sentasse no meio de um monte de gente, você teria a sensação de ficar invisivel. acontece que você não fica. você só começa a se maquiar com os outros. começa a se confundir com eles. você deixa de ser você sem sumir. e o pior, sem sumir. o espaço é como uma calçada imensa na qual você se senta, pede uma cerveja, gasta horas, dinheiro, muita invenção pra nada. é como se você fosse perdendo alguma coisa sem fazer ideia de onde deixou. não há instante para as coisas nossas deixadas nos outros. talvez elas estejam no mesmo lugar que o ultimo guarda-chuva perdido, o ultimo isqueiro roubado sem ladrão. e quem eu fui nesse tempo todo? eu precisava mergulhar em algum lugar, mas eu só tropecei em uma poça de água no chão. lugar raso. foi entao que eu tive uma idéia. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-8849675957678495527?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/8849675957678495527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=8849675957678495527&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/8849675957678495527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/8849675957678495527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2011/10/cabine-6.html' title='a cabine | 6'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-9117437525101138751</id><published>2011-10-27T19:04:00.001-02:00</published><updated>2011-10-27T19:11:51.734-02:00</updated><title type='text'>cartas curtas de alguém bem perto | 2</title><content type='html'>muita coisa nos faz exigir.&lt;br /&gt;pouca coisa nos faz completar.&lt;br /&gt;quase tudo nos tortura um pouco.&lt;br /&gt;pouco e nada nos basta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;agora para. para com isso agora, rita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-9117437525101138751?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/9117437525101138751/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=9117437525101138751&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/9117437525101138751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' 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subo, te vejo, quase te toco. ao mesmo tempo, balanço sobre estas rodas finas por trás da cesta de arame, em ritmo que é você quem dá. eu ando a medida que você me vê. e quanto mais você me olha, mais a vontade de continuar me toma também. tomaremos uma água de coco depois daqui? acontece que você sorri tanto que eu paro de fazer perguntas. aos poucos eu começo a aprender o silêncio, a calma de ver. eu sinto como se você estivesse domando a minha urgência - e eu continuo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-1575962794626076687?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/1575962794626076687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=1575962794626076687&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/1575962794626076687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/1575962794626076687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2011/10/felicidade-sao-horas-3.html' title='felicidade são horas | 3'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' 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tentando consertar o coador e a térmica para entender mais tarde que, na verdade, eram três colheres de pó, e não cinco. eu perdi a conta de quantos cafés tomamos na padaria, nesse meio tempo. eu me lembrei hoje do vestido grená, das suas meias constantemente sem par, da meneira como você adorava tangerinas e odiava peras, das revistas de economia que você nunca lia, do curso de partinação, das aulas de grego, da história.... eu me lembrei de você hoje. &lt;strong&gt;hoje&lt;/strong&gt;, eu me lembrei de você de novo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-5734460607111329778?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/5734460607111329778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=5734460607111329778&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/5734460607111329778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/5734460607111329778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2011/10/eu-me-lembrei-de-voce-hoje-historia.html' title='eu me lembrei de você hoje, história'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' 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href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=2076637282294601384&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/2076637282294601384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/2076637282294601384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2011/10/ana-14.html' title='à ana | 14'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' 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impossiveis. pois que elas já tinham dado nome aos &lt;strong&gt;filhos&lt;/strong&gt;, aos &lt;strong&gt;pássaros&lt;/strong&gt;, aos &lt;strong&gt;cães&lt;/strong&gt; que teriam. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-7141107381075038026?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/7141107381075038026/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=7141107381075038026&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/7141107381075038026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/7141107381075038026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2011/10/ana-sobre-o-bom-tempo-2.html' title='ana sobre o bom tempo | 2'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-8200848625034523281</id><published>2011-10-06T19:35:00.006-03:00</published><updated>2011-10-06T20:23:49.462-03:00</updated><title type='text'>pedro e claudio</title><content type='html'>andava sem pressa, para chegar no horário combinado. duas longas avenidas separava-os. &lt;em&gt;duas avenidas e três cigarros&lt;/em&gt;. passos curtos eram suficientes para rever todos os tópicos para a conversa, daquele 30 de agosto. às 16:53, passou a pensar menos e a pisar mais forte no chão. quase podia enconstar o dedo mindinho na quentura do asfalto. ajeitou-se e abriu o portão. olhou o portão para trás de suas costas. só lhe poderia interessar dali em diante. estranhamente, teria percorrido duas avenidas e fumado três cigarros mais rápido do que este austero caminho de terra batida a sua frente, que se estendia até a porta. era majestosa a casa, como os olhos dele, pensava, que haviam se debruçado, aquelas janelas pareciam derramar suas interrogações também. por que tanta demora? se tivesse marcado pela manhã, não teria queimado os pés no chão. se não tivesse que vir até aqui, se tivesse dormido desde o primeiro dia do mês aqui... não teria ido embora, mas pensava, não teria vindo hoje também. deu um passo, retomou o ar. tossiu pra dentro. brigava para respirar de verdade. mais um passo para trás. chegava o momento de tocar a campainha. sim, ele estava lá, entre as frestas da janela via-se a poeira e o cheiro do café no caminho da luz. olhou para as sandálias, onde se formava uma bolha pequenininha. segurou a tosse de novo. bateu palmas, não foi preciso muito, e os passos pontuais de pedro se aproximaram. ele veio meio malemolente, meio sonolento. pijamas que tinham tomado a forma de seu corpo. ele olha minha sandálias com um sorriso de mover quase nada, mas de quem diz "eu me lembro desta postura". a intimidade faz isso com as pessoas. elas começam a se lembrar das pequenas manias torturantes ou dos pequenos gestos encantadores. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;a xicara de café dele era fria, a minha, de chá, sem açúcar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;pedro&lt;/em&gt;!&lt;em&gt; que bom que seu nome voltou a me ocorrer agora&lt;/em&gt;, pensei. pois que as pessoas que não tem nome são pessoas sem passado. eu entrei como se fizesse parte daquela luz, daquela poeira flutuante no sol. eu já tinha estado ali em outros tempos, cujo espaço entre os móveis era maior. seus olhos me afundaram? perguntei se ele estava sentindo dor. ele perguntou se alguma vez eu tinha sentido saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- claudio, nunca mais achei a blusa estampada, aquele que compramos no rio, lembra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fechei e abri os olhos como quem não quer ver, não queria saber do passado em comum. e foi logo sentando na poltrona do canto, distante dos outros sofás. acendeu o baseado e esperou o som familiar do reencontro. era um cheiro familiar. pedi um trago, ou uma bicada (eu nunca soube usar suas gírias). ele me estendeu a mão e o espaço entre nós, antes abismo, tornou-se um &lt;strong&gt;vão&lt;/strong&gt;. eu passaria apertado por lá, mas me contive e estiquei a mão em sua direção também. acomodei-me com a bolsa ainda pendurada no corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- não pedro, eu não faço ideia de qual blusa você está falando.&lt;br /&gt;-- você só lembra do que realmente quer. senta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;então eu busquei um canto confortável no sofá xadrez, igualzinho de quando estive lá pela última vez. e a poeira da sujeira dos móveis gritava mais do que o café, mais do que eu mesmo. vai, pedro, pergunta logo! e pontuava a conversa, e burilava aos poucos. se disse que precisava conversar comigo, mas o que mais, eu pensava, teria de dizer? que tinha dez anos a mais do que eu, eu já sabia. que aquela noite derradeira, que os arranhões no corpo, que a mesma adrenalina que o despiu ou a entorpecência que o trouxe junto ao tédio foi o que o fez ir embora. &lt;em&gt;eu já sabia disso tudo&lt;/em&gt;. acontece que o sofá era confortável mesmo assim, e genioso, fazia com que eu me adaptasse a ele. apoiei os punhos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- o que foi, pedro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;parceria com &lt;strong&gt;dayane rodrigues&lt;/strong&gt;,&lt;br /&gt;do blog "&lt;strong&gt;palavras bambas&lt;/strong&gt;"&lt;br /&gt;link: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://palavrasbambas.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://palavrasbambas.blogspot.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;talentosissima&lt;/em&gt;!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-8200848625034523281?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/8200848625034523281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=8200848625034523281&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/8200848625034523281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/8200848625034523281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2011/10/pedro-e-claudio.html' title='pedro e claudio'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-8446812459669509698</id><published>2011-10-04T19:31:00.002-03:00</published><updated>2011-10-04T19:42:49.728-03:00</updated><title type='text'>cartas de alguém bem perto</title><content type='html'>há vertigens entre chorar e rir.&lt;br /&gt;há listas mundanas, pessoas de tão longe.&lt;br /&gt;há tanta gente perto que já não sei mais se quero.&lt;br /&gt;há tanta coisa que não entendo,&lt;br /&gt;ainda que tudo me inquiete.&lt;br /&gt;eu me permito o esquecimento e a lembrança.&lt;br /&gt;eu gaguejo um pouco enquanto falo&lt;br /&gt;e tenho quase certeza que me encolho um bom tanto quando deito.&lt;br /&gt;em ser razão, eu me estico.&lt;br /&gt;ao ser paixão, eu fico, eu permaneço.&lt;br /&gt;não sei ser só do outro, nem tampouco, toda de mim.&lt;br /&gt;eu vivo sempre mais embaixo, no mundo das trocas.&lt;br /&gt;você não?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-8446812459669509698?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/8446812459669509698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=8446812459669509698&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/8446812459669509698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/8446812459669509698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2011/10/cartas-de-alguem-bem-perto.html' title='cartas de alguém bem perto'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' 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/&gt;&lt;em&gt;márcio&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;você, menina, cuja beleza eu jamais poderia ter dito. tive que pousar meus olhos sobre você porque sua imensidão me puxava e me abatia os brios tempo após tempo. era claro que eu não havia dançado nada antes de você. não a este balanço, pelo menos. já estive aqui, mas este lugar é completamente diferente. você parece que se descola da paisagem, do banco, parece que te projeto no mar com a roupas voando ao vento. tenho vontade de pegá-la nos braços e sair correndo, ou como pássaro - bem rápido, que plana rasteiro e muito rápido sobre a agua. e justo de você que ora me dá a mão, ora me estende os olhos, noutrora balança os cílios e se encolhe. é você quem me convida para dançar. seu rosto é lindo. eu te conheço?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;______________________________________&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;texto baseado no conto de &lt;strong&gt;dayane rodrigues,&lt;/strong&gt; "&lt;strong&gt;decupagem&lt;/strong&gt;"&lt;br /&gt;do blog: http://palavrasbambas.blogspot.com&lt;br /&gt;&lt;em&gt;link&lt;/em&gt;: http://palavrasbambas.blogspot.com/2011/09/decupagem.html&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-8760239685547946333?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/8760239685547946333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=8760239685547946333&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/8760239685547946333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/8760239685547946333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2011/10/felicidade-sao-horas-2.html' title='felicidade são horas | 2'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-2543151939410584478</id><published>2011-10-02T20:21:00.007-03:00</published><updated>2011-10-02T20:53:45.812-03:00</updated><title type='text'>felicidade são horas</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;saudade do amor involuntário&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;a disposição é uma coisa que acontece delicada. quase me pega pelo colo, no balanço deste barco no asfalto, no dispensar de toda preocupação. tenho márcio em meus olhos, mesmo que ele tenha posto o rosto a me olhar e só. engraçadas são as coisas de agora. a tudo que é eternizado, é engraçado, parece lhe cair sobre certa seriedade. "saudade do amor involuntário", foi assim que decidi chamá-lo. agora, sentada, já não posso decidir quase nada. pois que márcio me torna paisagem, sorriso, completude. há pouco pensei em dizer para que descêssemos daqui, que pulássemos pela janela, que rolássemos pela areia. precisava tocar-lhe, sentir dele o cheiro real de sua presença. ao mesmo tempo, sua observação caía doce sobre mim, como parte de tudo, como anjo daqui mesmo, me fazendo sentar outra vez. eram essas as duas naturezas. márcio, você me vê. eu era vista. eu era sua imagem de hoje. e hoje, para mim, tem o seu balançar de braços a me seguir. acontece que agora, quando assisto a mim, minha falta de sincronicidade me irrita. mas eu sei que ele conseguiu capturar minha forma mais pura, mais simples de mim, minha agitação, talvez. minha urgência de viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;texto baseado no conto de &lt;strong&gt;dayane rodrigues&lt;/strong&gt;, "&lt;strong&gt;decupagem&lt;/strong&gt;"&lt;br /&gt;do blog: &lt;a href="http://palavrasbambas.blogspot.com/"&gt;http://palavrasbambas.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;link&lt;/em&gt;: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#00cccc;"&gt;&lt;a href="http://palavrasbambas.blogspot.com/2011/09/decupagem.html"&gt;http://palavrasbambas.blogspot.com/2011/09/decupagem.html&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-2543151939410584478?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/2543151939410584478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=2543151939410584478&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/2543151939410584478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/2543151939410584478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2011/10/felicidade-sao-horas_02.html' title='felicidade são horas'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' 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estava que meus olhos ora responderam teu aceno mas, no momento, seguinte fez com que eu levasse as mãos ao vestido, ao cabelo e à lugar nenhum. era tua observação quase censura que agia como se me quisesse puxar pra perto. acho que lhe prometi um passo sem saber ao certo de teu ritimo.&lt;/em&gt; alegorizaria esta dança, mulher?&lt;em&gt; eu tive um pequeno sopro de ar no vão - acontece que o vão, de repente, tornou-se exatamente o que ele era: ineficaz. o vão era a distância que separava dois encontros.&lt;/em&gt; eu me lembro&lt;em&gt;. teu lugar não é proximo, tuas roupas são diferentes, teu sorriso eu só vi de longe ou de passagem e teu cumprimento não precisou de perfume.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-7628064338723987489?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/7628064338723987489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=7628064338723987489&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/7628064338723987489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/7628064338723987489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2011/09/e-o-bom-tempo-que-convida-um-passeio-2.html' title='é o bom tempo que convida a um passeio | 2'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' 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tarde não conta, não é escuro o suficiente. nada por volta das 18hs deve contar. então conta com o que vê, com aquilo que sabe contar e lhe cabe nos dedos. ainda seria preciso atrever-se, mas essa mulher era nova demais para ela. ainda vai mantê-la suspensa no ar, noutra janela, por mais três ou quatro páginas. este cenário de troca era diferente e tinha puxado ana de outra maneira. sentia uma vontade de voltar a escrever o tempo todo, e ao mesmo tempo que precisava fazer dela prosa, precisava vê-la atentamente. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;ainda com os olhos fechados, sabe que o sexo durante a semana é infinitamente mais excitante pela falta de expectativa. a transa de quarta-feira, da segunda de manhã, da terça a tarde, do lanche que durou dez minutos. a intenção sexual do final de semana é sempre parecida demais, então pouco teria a falar sobre isso. o jantar, o filme, os corpos, o sexo. a quanto tempo está vestida? a quanto tempo não recolhe a toalha do cansaço e joga a toalha do banho? há tanto tempo, pensa ana.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-485026535080342450?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/485026535080342450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=485026535080342450&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/485026535080342450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/485026535080342450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2011/09/ana-sobre-o-bom-tempo.html' title='ana sobre o bom tempo'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-5630833887390377435</id><published>2011-09-27T19:07:00.008-03:00</published><updated>2011-09-28T00:05:33.086-03:00</updated><title type='text'>é como o bom tempo que convida a um passeio</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;eu vim de um lugar que eu não venci. qual nome você tem? posso chamá-la de alice hoje, de olivia amanhã, de clarice, do que eu quiser. você costura as fantasias que põe nos outros, não é? você tem ombros largos, cintura fina, tem as costas iguais as minhas. &lt;strong&gt;põe teus olhos em mim&lt;/strong&gt; - &lt;strong&gt;pois que coloquei toda a minha curiosidade em você&lt;/strong&gt;. o mundo não pára para que as pessoas se conheçam. mas, às vezes, ele espera, ou passa duas vezes no mesmo lugar, ou pousa pessoas em janelas à mesma altura. são janelas sujas estas ou faz apenas faz muito calor aí? estas persianas também me incomodam, ao mesmo tempo que me acomodo aqui, com seus olhos que varrem este espaço, suponho eu, vez e outra.&lt;/em&gt; talvez eu tenha enlouquecido, mulher... &lt;em&gt;pensando imaginar nossa semelhança. talvez eu tenha me divertido muito nesta confusa imaginação a qual me disponho. eu me deixaria cair no samba: a sedução é tão fácil. e tão estúpida. talvez nós dessemos boas risadas em um momento, e, em outro, eu poderia facilmente deixar sua seriedade feminina cair sobre mim. teu sorriso não faz rir, entenda, mas convida a leveza do riso como quem convida para um chá, como quem divide um pedaço de chão, de sol ou de bolo, ou como quem convida, simplesmente.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-5630833887390377435?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/5630833887390377435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=5630833887390377435&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/5630833887390377435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/5630833887390377435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2011/09/e-como-o-bom-tempo-que-convida-um.html' title='é como o bom tempo que convida a um passeio'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-2014651940253300333</id><published>2011-09-24T02:18:00.002-03:00</published><updated>2011-09-24T02:30:14.242-03:00</updated><title type='text'>de quem que foi?</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ri, mulher coisa.&lt;br /&gt;que se curva sobre o samba&lt;br /&gt;como quem lê um poema&lt;br /&gt;ri, mulher doida,&lt;br /&gt;que esteve sobre perna bamba&lt;br /&gt;amena e indócil&lt;br /&gt;terrivelmente enorme&lt;br /&gt;vi, mulher noite&lt;br /&gt;que fiz um festim&lt;br /&gt;mesmo em cetim pouco,&lt;br /&gt;e riu muito&lt;br /&gt;comigo&lt;br /&gt;pra cima&lt;br /&gt;de mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e vê, mulher moça&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;que não sei deixar de fazer prosa nem que tente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-2014651940253300333?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/2014651940253300333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=2014651940253300333&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/2014651940253300333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/2014651940253300333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2011/09/de-quem-que-foi.html' title='de quem que foi?'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-6407401351996677628</id><published>2011-09-19T10:48:00.003-03:00</published><updated>2011-09-19T23:53:39.457-03:00</updated><title type='text'>à ana | 13</title><content type='html'>&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;ha alguma forma DE LHE falar que o amor que sinto por você vai além de coisa QUE SINTO, DE ESFORÇO QUE FAÇO, DE CAMA QUE DEITO. MESMO quando em TANTA CONVERSA MINHA E SUA NAO tivesse havido DITO NENHUM. HOUVE APENAS SEXO, QUE FOSSE. ERA TUDO QUE TINHA. MEU CORPO E SEXO oferecidos a você, A MULHER MAIS LINDA DO UNIVERSO MEU. VOCÊ. QUANDO TUDO HAVIA BRILHADO diante de ti, eu não vi o fim, mas eu vi o único recomeço sob minha chuva de folhas amareladas do outono que era você. uma mulher não houve antes de ti, entenda. houve apenas desenganos, passatempos inúteis antes de ti. o fim, se aproxima. o fim da vida. eu e você com cento e oitenta e dois anos. viveremos assim? sonharemos ainda assim, como meninas de uma vida infame, quase enferma, mas já sem doenças do corpo, sem crateras na alma, cheias ainda de coisas que te puxam e sonhos que te trazem, os mesmos cujos anjos trouxeram você um dia. não sei o endereço desta casa, nem mesmo memorizei a rua que você mora, mas saberia chegar ate você. &lt;em&gt;não por caminhos, mas pelo teu cheiro, que cegamente me guia, ate você, ate a cama em que fizemos nós, em que recitamos nosso futuro, em que fizemos filhos.&lt;/em&gt; pois que foi na cama em que me trouxe rosas que eu me apaixonei... é, foi nessa cama que te esperei, não com os braços abertos, mas com a vida completamente entregue. tua casa é completamente linda, teus braços, sua blusa com botões pela metade abertos. abertos por mim, ou pela vida que veio antes, que fosse. serei eu a fechá-los todas as vezes. o passado tinha ficado em outro tempo, cujos esquecimentos eu só poderia perder a memória para lembrar. subi, gritei teu nome, te encontrei. e agora? a vida apronta para nós, não uma cilada, mas um cama. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;POR QUANTOS ANOS ESCONDEU TEU TALENTO DE MIM, OU TEUS DESALENTOS? QUANTAS DUVIDAS TEVE ANTES DE EU CHEGAR? ANA, SOMOS UMA DA OUTRA. SOU TUA, MINHA. MINHA CUJAS PERNAS DOBRARAM, CUJOS BRAÇOS DOBRARAM, NAO NO GOZO, MAS NA MAIS ALEGRE EUFORIA QUE EU LHE PODERIA DAR. NAO ME RECUPERAREI DESTE AMOR. VIVEREI ETERNAMENTE NELE. DISPOSTA, FIRME, FRANCAMENTE. SOU TUA. ÉS MINHA.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-6407401351996677628?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/6407401351996677628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=6407401351996677628&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/6407401351996677628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/6407401351996677628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2011/09/ana-13.html' title='à ana | 13'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-9129941120024552411</id><published>2011-06-30T18:13:00.001-03:00</published><updated>2011-06-30T18:15:42.684-03:00</updated><title type='text'>sobre perdas &amp; ganhos</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;perdas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;perder é estar privado de alguma coisa, é deixar, é interromper a presença em alguém ou em algum lugar, é deixar de ser visto ou ouvido, é desaparecimento, perda de controle, de juizo, das estribeiras, do norte. quando a gente perde, perde-se a hora, chega-se atrasado com frequencia, perde-se tempo, esforça-se em vão. a perda pode ser também a perda da vez de fazer, da vez de esperar, da vez de ir embora. é só cuidado para que nao se perca a chance antes que perder signifique perder a vida. a perda também é recuo, mas é, acima de tudo, perder-se de amor. apaixonar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;ganhos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;ganhar é adquirir, é ter lucro sobre alguma coisa ou sobre alguem. ganhar é tirar proveito, é fazer dinheiro. ganhar é alcançar vantagem, ou fazer sucesso, é vencer um debate, uma competição, uma luta, uma guerra. o ganho é a captação de recursos, o ganho de confiança em si próprio. o ganho é a obtenção pelo acaso, a loteria. ganhar é estender-se, mas é como o fogo que estende-se pelo edificio, o toma, e o desfalece em seguida. ganhar é atingir meta, é chegar cedo, é postar-se a porta. o ganho é progresso, é melhoramento. o ganho está relacionado a comparação com os outros. ganhar é ser mais vaidoso do que o outro, é impor-se mais que outro. mas ganhar, acima de tudo, a crescer. desenvolver-se.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-9129941120024552411?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/9129941120024552411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=9129941120024552411&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/9129941120024552411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/9129941120024552411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2011/06/sobre-perdas-ganhos.html' title='sobre perdas &amp; ganhos'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-788840437999217463</id><published>2011-06-28T14:08:00.003-03:00</published><updated>2011-06-28T16:31:18.509-03:00</updated><title type='text'>à ana | 12</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;pois que há de ser com ana meu casamento, minha vida, toda minha confissão. pois que há de ser com ela que minha confiança existe, que minha força aparece e que nossa transparência se funde. casei com ana, no instante em que houve beijo nosso e eu - mesmo sem saber o porque - soube que não haveria compreensão de outros lábios senão os dela para mim. sei que houve o mesmo, tão inexplicavel acontecimento, em seu sentimento. hoje, há uma gestação entre nós, dois abismos, uma fila quilométrica de confissões e eu ainda posso contempla-la da mesma forma de antes ou da primeira vez, pois que meus olhos ainda tem a ambição de viverem ao seu lado. e foi de tanto não dormir proximo de teu corpo, apenas a companhia de sua respiração, que minha vontade de casar-se projetou-se ainda mais. porque é hoje que a vejo com clareza, com certas palavras que outora a fizeram feliz, mas que agora, talvez a façam enxergar a verdadeira compreensão por trás delas. ainda vejo seus olhos frazirem, acredite. ainda vejo seu corpo me olhar, suas mãos me trazem, sua saudade. eis que as palavras não serão jamais suficientes a quem tem a urgência de calor - e calor não se pode dizer. e até onde poderiam medir seus braços, ana, para entender que mesmo a dureza de minha razão é um pedido de emoção pura? tenho sido dura... tenho estado fria. é que faz muito frio aqui, neste lugar de passar tantos dias. queria que teu abrigo fosse de muito aconchego. sei, fizemos guerra. mas vamos tornar a fazer arte? eu te amo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-788840437999217463?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/788840437999217463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=788840437999217463&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/788840437999217463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/788840437999217463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2011/06/ana-12.html' title='à ana | 12'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-4387554869311385641</id><published>2011-04-11T23:26:00.002-03:00</published><updated>2011-04-11T23:27:03.069-03:00</updated><title type='text'>há um trabalho de conclusão</title><content type='html'>não tenho escrito nada, &lt;br /&gt;a não ser &lt;strong&gt;indecências&lt;/strong&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-4387554869311385641?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/4387554869311385641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=4387554869311385641&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/4387554869311385641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/4387554869311385641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2011/04/ha-um-trabalho-de-conclusao.html' title='há um trabalho de conclusão'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-2989983089292052954</id><published>2011-03-09T20:16:00.005-03:00</published><updated>2011-03-10T16:06:46.947-03:00</updated><title type='text'>à ana | 11</title><content type='html'>&lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;ao carnaval de ana, em casa de ana.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;em quantas festas quantas vezes você já se sentiu à vontade? há um estranhamento, claro. mas o que a principio não é estranho? então você começa a andar pelo salão: reconhece pessoas, desconhece casais, já não imagina o porque daquelas crianças. vê roupas, cabelos, vestidos horriveis, inadequação da moda. a beleza das festas tende a estar parada, e quando o seu olhar para: você a reconhece. em um canto, sentada quase ao seu lado, a beleza da festa, a unica beleza festiva possivel.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;ah, ana&lt;/em&gt;! penso em tanta coisa. penso até em nossa geladeira cheia de suas garrafas de plástico cheias de água. queria ter-lhe escrito uma confissão, mas minha intuição só aconteceu agora que me deitei. estava esperando ainda que você saisse do banho. pois que hoje não vou acender a televisão, nem fazer musica, nem serenata: quase nada. hoje à noite, só o silêncio descendo aqui nesta casa-lugar. eu me casaria com você - não hoje, entenda - mas na vida. quem foi que te trouxe? pois que não me responda que foi a vida, porque eu já não acreditaria. eu dormi, mas naquela hora não. eu dormia porque era a sua parte anjo que falava, e era a minha parte anjo que escutava você falar também. eu me apaixonei outra vez. foi como se você buscasse na parte mulher o que sentia e de forma doce colocava as palavras organizadas em sua boca. anjo, que mexeu os lábios para falar de saudade na medida em que apressava o coração: naquela hora eu não tive pressa. porque mesmo que as vezes as nossas malas pareçam pequenas no mundo e grandes no quarto, eu voltaria para este sono infinitas vezes. porque minha cabeça tinha feito as pazes, depois fez as malas - naquela hora que tinha parado de fazer de conta.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;minha recepção foi quase uma pergunta: o que você veio fazer aqui de volta, além de tumulto? respondi em pergunta para mim também: e como você tem estado sem eu estar aqui? você me vê indo embora eu já me vê longe? há quanto tempo, exatamente, você me vê de longe? eu construí um muro ou eu só tenho estado morando há quilometros de distância? você perguntou como eu estava hoje? eu também não quis saber.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;ainda ouço, e ainda sinto as pequenas correntes de ar formadas pela sua respiração enquanto você dormia. estive presente. pus meus braços em todo lugar de nossa dança de sono. houve pernas de um lado a outro, você se lembra? e você me acompanhou em todos os passos - e mesmo eu, que bem pouco danço, me reinventei naquela coreografia meio sonho, meio saudade. pois que dormir abraçado, ana, não é deitar-se junto - mas é dormir e manter-se de braços dados, nos braços do outro não somente sobre o colchão, mas no compartilhar terno do sono. foi assim que você me encontrou? porque eu sei que minha alma emerge do corpo quando durmo e sai a te buscar na rua. foi assim que te encontrei? porque quando minha alma voltou ao corpo, depois do primeiro beijo, deitou-se calma sobre mim e disse: aconteceu algo. e essa frase, bem pequena e silenciosa, fez um eco dentro do universo inteiro - e você pensou, ainda que sem entender: aconteceu algo. é, aconteceu.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-2989983089292052954?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/2989983089292052954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=2989983089292052954&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/2989983089292052954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/2989983089292052954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2011/03/ana-11.html' title='à ana | 11'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-4292829711774206036</id><published>2011-03-06T02:04:00.007-03:00</published><updated>2011-03-06T02:27:30.135-03:00</updated><title type='text'>a história do homem mundo</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;o homem mundo existe agora - &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;mas claro que sua existência exige muita insistência também.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;pois que minha parte poeta também subiu até o final de um rio imenso, colocou os pés na água e depois os colocou para correr sobre umas pedras disformes de uma montanha muito alta. eu quase ri. não precisava de clareza para enxergar - o que poderia ser um motivo para tão rápida subida, não precisava de silêncio também, para concluir qualquer coisa que pensasse: &lt;strong&gt;não&lt;/strong&gt;. era aquela subida a vontade de tocar o começo do céu - de onde cairam os anjos que lhe são companhia. para ver qual o gosto que tem as nuvens brancas sobre sua cabeça (ou até aquelas quase cinzas ou pretas); e para saber, enfim, que pensamento lhe rege a mente - saber que tipo de gente é, que pessoa vai ser dali em diante. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;houve muito medo também, pois que essa parte poeta desconhecia a forma exata do inicio do céu. poderia ser aquilo parte de um inverno rigoroso, de uma primavera esquisita. poderia ser parte de um calor que o fizesse ficar sufocado, ou de um dulçor, ou de uma acidez intragável. &lt;strong&gt;temia que fosse feito esperança, e que o largasse esperando&lt;/strong&gt;. mas dessa vez sua curiosidade não trouxe mágoas - e ele trouxe na ponta dos dedos um pedaço daquele céu tocado. céu que não era doce, nem amargo. que não era feito gelo, nem feito verão. que não doía e que não fazia doer também. o que fez foi um sorriso nele - já que ali era ele mesmo. aquele céu que via e tocava era o céu de toda imaginação que tinha. conseguiu pensar apenas que aquilo era uma bela invenção. e depois pensou em quanta demora poderia ter havido antes disso? há quanto tempo estava ali, e fosse como fosse, não tinha esquecido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;estava curvado, imerso dentro de si na vista daquele infinito próprio, em sua cabeça, sob suas memorias e a dividir espaço com as lembranças e o que poderia haver de sonho dali em diante. adiante, pensou esta tal parte poeta, que talvez encontrasse outra parte de poesia como esta que era. andar não custaria nada ali. aquele lugar era lugar nenhum, e tudo. era o homem dentro do mundo dentro dele, e ele no homem do mundo dentro de tudo. todo mundo era um mundo ali.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-4292829711774206036?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/4292829711774206036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=4292829711774206036&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/4292829711774206036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/4292829711774206036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2011/03/historia-do-homem-mundo.html' title='a história do homem mundo'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' 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palavreado que engracedeu - e que cuido com tanto gosto pelo proprio cuidado que quer para mim também. eu sinto você aqui em forma de falta, de desencontro esquisito, de presença imaterial. mesmo na forma de beijos dados em outro tempo, sinto você, como enlaço de mim, como força - numa exata propulsão que me leva sem me atirar. que não é repulsa,  mas me repuxa o corpo todo, na mesma forma como faz repuxar o seu: nossa dança, tão facilmente reconhecivel.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;então que venham logo essas alegorias de carnaval e de samba de época, pois que nossa dança está para além deste mês de festa.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-2123314550562497035?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/2123314550562497035/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=2123314550562497035&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/2123314550562497035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/2123314550562497035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2011/03/ana-10.html' title='à ana | 10'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' 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olhos são tão únicos. foi de ver você, ana, que deixei de ser sozinha para ser par. que deixei de ser um para tornar-me existência de alguém. &lt;em&gt;porque alguém disse nas entrelinhas da leitura de um verão bem longe desse, que às vezes lhe bate a porta alguém que quer - além de entrar - sentar-se para tomar um café&lt;/em&gt;. foi isso que você fez. e veja, ana, agora que há uma cafeteira em minha casa - na casa em que moraremos eu e você. no telhado em que pousará o céu de amanhã, sob amparo das evidências que existem hoje. no chão em que repousaremos nós depois amar o corpo e deixar flutuar a alma em que sua integridade se deixa carregar. é, ana, será sob a luz desse dia que os objetos que concebemos aparecerão. nossos lençóis, toalhas - e mesmo que esqueça seus brincos em cima das cômodas - nossos copos usados, nossa vida inteira, nossos corpos de usar uma da outra: meu zelo de amor estará em tudo. penso, medito, e prevejo ana: sempre sua expressão está a me trazer palavras bem cuidadas. &lt;strong&gt;de ana, eu cuido&lt;/strong&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-477039164238715927?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/477039164238715927/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=477039164238715927&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/477039164238715927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/477039164238715927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2011/02/ana-9.html' title='à ana | 9'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-2677638629610099033</id><published>2011-02-13T23:11:00.004-02:00</published><updated>2011-02-13T23:40:32.963-02:00</updated><title type='text'>Texto de tempo de musica</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tem um circo aqui? Ouço um barulho. Essa música é sua ou esse show? É um sino isso, ou não é nada? Você veio até aqui por quê? Sinto seu braço. São suas as pernas que existem aqui? Você me faz rodar no ar. Há ar aqui? Eu giro, e você? Inercia imersa em mim porque giro em volta de ti entre pulos curtos e pequenas corridas. Seus calcanhares também batem sincronizados no chão, nesse chão de areia batida? E nesse chão de argila e céu de névoa? &lt;em&gt;Põe teus pés nessa areia grossa, de rio, nessa argila que marca meus pés, teus ombros, toda história.&lt;/em&gt; É natal agora? Canto um conto de natal em meio ponto de som. Se toda a tua voz me fala junto, não te ouço, só te observo. É você quem canta para mim. É uma igreja isso ou uma avenida vazia de natal? Foi você quem trouxe essas luzes? Eu quase vejo seus olhos. Não giro, mas tem algo aqui que me lança para frente agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo à frente, por quanto tempo você espera alguma coisa acontecer? E se você não sabe o que acontece, você põe suas pernas para fora mesmo assim? Tua alma já viu essa rua? Essas folhas já caíram sobre seus pés algum dia ou teus risos já desafinaram aqui? &lt;strong&gt;Teu violino ainda me espera&lt;/strong&gt;? Espera por mim. É, espera por mim porque eu fui ali e já volto. Porque eu sei que te ama muito o amor que te espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E espera. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E tanto espera que fica vazio.&lt;br /&gt;VAZIO. Trem vazio de nós. Caixa vazia de recados seus. Mensagens suas, bocas nossas vazias. Vazia de mim, é você. Espaço, divisão de coisas suas que ficaram aqui, em segredo. Seus cd's ainda em uma caixa, suas caixas ainda em sala minha. Minha vida nas caixas que sobraram vazias. Que sobra de ti ficou aqui? Aqui tem um sol, o único sol possível daqui que veio ocupar, sem matéria, sua presença. Você foi – ou ficamos nós, sós, em um tempo? Minhas borboletas voaram, e você, deixou suas andorinhas assistirem ao belíssimo pôr-do-sol de hoje? Qual é a vista do lugar em que você está? &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ainda me pulsa você.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-2677638629610099033?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/2677638629610099033/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=2677638629610099033&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/2677638629610099033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/2677638629610099033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2011/02/tem-um-circo-aqui-ouco-um-barulho.html' title='Texto de tempo de musica'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-7881890388668742441</id><published>2011-02-13T00:18:00.001-02:00</published><updated>2011-02-13T00:43:34.621-02:00</updated><title type='text'>sambas defendidos com alegria</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;ouvi um samba ontem, que desafinou diferente&lt;/em&gt;. fosse a razão que fosse, fosse porque eu não dançava ou porque a sua presença também não estava, eu não sei. aquele samba trouxe nas sandálias uma festa que eu não conhecia. depois, os dias trouxeram uma desconhecida razão de sambar. e da desconhecida paixão pelo samba, foi que eu sonhei você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;pedi um samba ontem, ao homem que desfilou aqui em frente&lt;/em&gt;. fosse a razão que fosse, fosse porque eu não cantava seus versos ou porque imersos estavam em mim outras palavras de canto, eu não sei. esse samba trouxe de volta nas saias rodadas o ritmo, a precisão que eu conhecia. depois, os dias continuaram a desdobrar a imensidão de alguém. e do desdobramento dessa possibilidade, foi que sonhei você.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-7881890388668742441?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/7881890388668742441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=7881890388668742441&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/7881890388668742441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/7881890388668742441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2011/02/sambas-defendidos-com-alegria.html' title='sambas defendidos com alegria'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-4909162653258166967</id><published>2011-02-05T17:56:00.002-02:00</published><updated>2011-02-13T00:18:23.793-02:00</updated><title type='text'>seus preços</title><content type='html'>eu bati na sua porta ontem a noite, você se lembra? você estava no quintal, com uma pétala na mão e uma cara de dúvida. eu já não poderia aquecer mais as suas mãos, entenda. você ainda pode me acordar depois, amanhã, noutra semana, não importa. eu já não quero mais o que você pretende levar para além do sol. eu estou tão longe como alguém que vive longe. ou estou tão perto quanto o que machuca sem ir embora. ela era bonita, eu poderia ter-lhe dito. ela era bonita, mas não tinha um ar saudável. sabe o que eu lhe disse ao invés disso? disse que entendia, mas disse também que nem sempre as coisas que compramos são exatamente as coisas pelas quais gostariamos de gastar dinheiro. dinheiro não compra briga, você entende? não compra qualidade nem gosto. já não compro mais de você as coisas suas nos preços seus que nunca entendi.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-4909162653258166967?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/4909162653258166967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=4909162653258166967&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/4909162653258166967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/4909162653258166967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2011/02/seus-precos.html' title='seus preços'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-7101009957993521772</id><published>2011-01-05T21:23:00.006-02:00</published><updated>2011-01-05T22:52:57.227-02:00</updated><title type='text'>à ana | 8</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;o oitavo texto de ana é esse&lt;/strong&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;saudade não é ver a cama vazia, mas saber que um dia teu corpo deitou-se nela - e que, nela, ainda está o mito da sua silhueta. saudade não é ver um dia terminar sem um beijo, mas saber quantos outros tantos beijos foram dados em despedidas. saudade não é despedir-se, é desprender-se em questão de corpo e abrir-se para suportar a presença apenas em pensamento. saudade não é ver teus cigarros no carro, mas saber que você fumava dos meus quando não os tinha. saudade não é a grande reconciliação que traz, mas as pequenas implicancias graciosas dos risos de todo dia. a saudade é de uma bobeira impar de quem ama, e não de qualquer eloquencia bem intencionada para amar. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;digo, ana, que são suas essas palavras que vieram até aqui. saudade? saudade. não estou mais ocupada do que antes, nem menos facilitada do que depois. pois que sugiro que faça o segunte, faça a cama do lado de fora, sob vigilancia de meia dúzia de estrelas - porque no céu de qualquer lugar que eu estiver, vou ver seu rosto sorrir. não deixe ninguem na cidade dormir com a tua alegria. deite o corpo desse mundo na cama, não só pelo descanso, mas pelo sonho. em dez dias receberá uma carta, de um amigo, escrita por mim. em dois dias, terá mais lembranças do que sensações da minha presença. em uma semana, talvez chore. em quinze dias, provavelmente se lembrará que eu disse a ti, ainda hoje, que esta viagem não é para trazer presentes, mas para trazer a vontade de tornar o futuro de agora em coisa de se viver amanhã. você vê a forma como essas palavras deram um nó? há ecos na minha cabeça, devo assumir. há muito mais coisas em que acredito agora. eu sou uma esquina, uma sombra tua, um sonho de nós. devo avisar-te: meu quarto ficará vazio. mas em compensação minha presença vai e espalha-se no mundo até cair sobre ti, à noite, nas tardes ou em manhãs de vento frio. eu sei,  eu vou estar aonde você me sentir. eu vou estar embaixo de tua cama e nas frestas sem poeira do teu armário. nos cordões do teu tênis, nas panelas do teu almoço, na tua bebida, na fumaça do teu cigarro. &lt;em&gt;pense, logo eu existo&lt;/em&gt;. estive a pensar em quantas coisas nunca te disse. será que disse que apenas precisaria andar com um balão de ar nas costas e uma foto sua pendurada nos olhos para sambar de novo? talvez você saiba disso em breve. meu amor, eu volto, para você continuar a me trazer a felicidade incansável dos teus olhos. eu te amo, eu te vejo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-7101009957993521772?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/7101009957993521772/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=7101009957993521772&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/7101009957993521772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/7101009957993521772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2011/01/ana-8.html' title='à ana | 8'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-2766526734339967752</id><published>2010-12-24T20:44:00.003-02:00</published><updated>2010-12-26T01:09:42.882-02:00</updated><title type='text'>Feliz natal</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Tahoma, sans-serif;"&gt;Quem dança valsa ainda hoje? Quantas coisas existem entre o susto e a felicidade? Quanta permissão existe para extrapolar? De quanto é o tempo e quando vem a vida? A traição é crime de quem? O que acelera você, ou o que o faz indefinidamente parar? &lt;/span&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class="western" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma, sans-serif;"&gt;O questionamento é a natureza mais autêntica da vida, mas a quem responde à vida? Dê uma chance a sua essência: o que te ilumina é a mesma coisa que você? Talvez seja a felicidade, a desgraça, ou um momento imprevisto do coração que o faz parar. Quantas vezes o seu coração foi assediado por uma resposta? Quantas vezes você já foi inundado por um olhar? E você, tanto quanto eu, reconhece as leis, as estações, o ritmo do amor que está disposto a dar e receber? Não existe prisão pior do que o medo de causar dor a quem nos ama. Há alegrias e sofrimentos prometidos pela vida, é verdade, mas às vezes, no entanto, a vida é por si só urgente o bastante. Nosso coração sempre nos excede porque dali surgem os espaços em que o nosso espirito respira. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class="western" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma, sans-serif;"&gt;Acho que eu aprendi a guardar a vida – seja ela uma moeda ou uma pérola. Seja ela um passeio, um dia ou uma pausa. Deve ser eterno o sonho de fazer alguma coisa. E eu aprendi que há muita coisa entre o céu e este lugar, que a sensualidade pode ser cafona muita fácil, que a desintoxicação vem de dentro pra fora, que há coisas completamente impossíveis de se dizer. A vida é o eterno exercício da constância, então, paciência, porque é preciso aceitar-se em tempo próprio – em que as coisas são verdadeiras no seu próprio juízo, e não no juízo dos outros. A ignorância não tem nenhum charme, a sorte não é algo que grita, a beleza não olha, só é vista. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class="western" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma, sans-serif;"&gt;Então a preocupação deve estar direcionada o que nos inquieta: o que inquieta você?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class="western" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma, sans-serif;"&gt;Porque me inquieta saber que as roupas dizem muito sobre as pessoas, que nem sempre critério pressupõe justiça, que certas coisas não são objeto de contrato, que palhaços não querem fazer rir, mas querem ser aceitos, que é preciso passar pelo rudimentar antes da chegar à poesia, que há quase uma brutalidade entre achar e ter certeza e que as pessoas são as únicas coisas do mundo que falam. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class="western" align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma, sans-serif;"&gt;É belíssima a imagem de um corpo que não tem peso porque se sustenta &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma, sans-serif;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;pelo que sente quando diz, no instante em que diz, e torna-se imaterial quase, levíssimo, sobre tudo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma, sans-serif;"&gt;P&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma, sans-serif;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;ela sutileza das coisas bonitas de verdade, eu aprendi que é por elas que devemos parar porque &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma, sans-serif;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;&lt;em&gt;ai encontramos finalmente as pequenas faltas de ar que verdadeiramente nos inspiram na vida.&lt;/em&gt; Portanto, viver de sonhos não traz felicidade; mas sim os momentos de compaixão, racionalidade e até auto-sacrifício. Um Feliz, não só, natal.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-2766526734339967752?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/2766526734339967752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=2766526734339967752&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/2766526734339967752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/2766526734339967752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/12/feliz-natal.html' title='Feliz natal'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-2834132980310582194</id><published>2010-12-22T23:55:00.003-02:00</published><updated>2010-12-23T00:09:46.195-02:00</updated><title type='text'>uma chance à essencia | 2</title><content type='html'>acho que o seu sorriso caiu sobre mim. esse sorriso, posto em mim, você reconhece? esse contorno que me caiu sobre os lábios fez surgir uma fenda na minha boca, tão prontamente, tão semelhante a forma como o seu sorriso se aprontou para mim tantas vezes. eu sorrio como você, que sorriu para mim. ontem você me contou sobre o céu azul, tão azul, você se lembra? sua intenção foi por aquela cor dentro dos meus olhos, e eu quis por o vento dentro de ti, dar-te ar. e eu te disse, tenha calma, essa era uma vida para se lembrar. e você disse em seguida: eu não estou lhe pedindo nada, eu estou apenas lhe respondendo, perguntando: e era essa uma vida para se esquecer? &lt;em&gt;você também me iluminava - foi só o que eu consegui pensar. &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-2834132980310582194?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/2834132980310582194/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=2834132980310582194&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/2834132980310582194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/2834132980310582194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/12/uma-chance-essencia-2.html' title='uma chance à essencia | 2'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-250586897658707777</id><published>2010-12-22T02:23:00.002-02:00</published><updated>2010-12-22T04:24:51.848-02:00</updated><title type='text'>uma chance à essência</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;uma carta de mim, para você, através do poeta:&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aqui está a capa das coisas minhas. você também sentiu esse vento que deixou os versos conosco? eu sou uma mulher: &lt;em&gt;e tu, o que és&lt;/em&gt;? tudo entardesse. são pássaros estes, ou são os recados que você tem me mandado? recebi suas flores, seus ombros. seus sonhos, não os recebi. a vida é um sonho. eu estou acordada. e você, como está? são olhos de coca-cola esses seus, me disseram. e eu disse, não sei, são quais olhos esses que me veem? são olhos de ver longe ou são olhos de aproximar, para que os outros vejam detalhes? entendo, não são olhos de ver a morte, nem olhos de celebrar a vida. são olhos de ti, que viveu sob a recompensa de morrer leve - de não terminar, mas de fazer tudo. aqui está a música dos ouvidos meus. você também sentiu essa chuva coalhar a água do seu choro, como fez coagular o sangue que me deixou o corpo? esse som é familiar, esse tom, esse grito feito de música. para tudo eu retorno. você está acordada? eu ainda estou aqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-250586897658707777?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/250586897658707777/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=250586897658707777&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/250586897658707777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/250586897658707777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/12/uma-chance-essencia.html' title='uma chance à essência'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-3118448995154969476</id><published>2010-12-21T02:44:00.002-02:00</published><updated>2010-12-21T02:57:41.815-02:00</updated><title type='text'>o seu rosto, mostra ao povo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;o que é importante e essencial não cai sob o crivo da injustiça.&lt;/em&gt; porque é tão importante e essencial pertencer a este lugar - aqui de dentro - como é viver aquilo que se é no mundo. desprender-se das coisas ruins e agarrar-se às coisas boas de lá de fora. traga-as para dentro, no próprio e no íntimo, que elas se revelarão se verdadeiramente importantes e essenciais. porque, se não couberem aqui, onde tu és o teu estado mais puro, não poderão adaptar-se em ti lá fora. não te poderão confortar na rua se não te confortarem em sua própria sala, quarto ou cabeceira. e, então sim, se for mesmo importante e essencial como diz, não cairá sobre crivo da injustiça - e será, enfim, aceito.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-3118448995154969476?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/3118448995154969476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=3118448995154969476&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/3118448995154969476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/3118448995154969476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/12/o-seu-rosto-mostra-ao-povo.html' title='o seu rosto, mostra ao povo'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-2453972005647408799</id><published>2010-12-18T23:04:00.003-02:00</published><updated>2010-12-18T23:12:43.594-02:00</updated><title type='text'>à guerra</title><content type='html'>onde está a diferença entre a persistência e a batalha? na guerra, é pior para os outros. não para os que lutam, mas para os que esperam em casa, o soldado retornar. morrer na guerra não dói - é a dor atemporal da espera que causa morte. será que você vai morrer enquanto eu estou aqui fora? a minha espera tem uma dor com ela também - porque o meu corpo tem uma linha traçada bem no meio dele, tirada de uma impressão que o seu corpo, tão leve, outrora deixou em mim. fechei a porta de casa, mas não tranquei as janelas. ainda adianta, será, a brisa densa da guerra que permanece sobre a minha cabeça, tornar a varrer esses corredores vazios da sua presença em mim? e a minha presença, em ti, meu amor, como fica? há de haver regresso em toda guerra, ainda que santa, ainda que desconexa de derramamento de sangue, a simbologia da violência sorri para mim. eu ainda acredito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-2453972005647408799?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/2453972005647408799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=2453972005647408799&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/2453972005647408799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/2453972005647408799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/12/guerra.html' title='à guerra'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-1048735841032249321</id><published>2010-12-18T18:29:00.001-02:00</published><updated>2010-12-18T18:31:17.717-02:00</updated><title type='text'>Nós | 3</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu respiro. E o fluxo de ar dentro de mim se revela nas partes minhas e expande a vida. Há vida que finalmente vejo. Agora eu tenho postura, coluna, desenho nos lábios. Agora eu tenho referida nos olhos, a cor refletida dos olhos teus. Eu sei, eu me tornei um anjo também. Eu aprendi que não é possível gostar com exceção. Eu descobri que todo o mundo tem uma pobreza dentro da própria casa. Que todo o mundo tem uma miséria ou um mistério não descoberto. Eu percebi que as escolhas doem mais do que as coisas deixadas no caminho. Eu desviei do meu caminho. Fisicamente, eu deixei o mundo – ironicamente, eu me encontro nele pela primeira vez. Eu não sinto nada agora. Eu não estou consolada pela apatia, não estou jogada, eu não me deitei. Eu não dormi, mas flutuei na crista do sono, da dor, do arrependimento, da incerteza e da morte. Eu não encontrei nada. Eu me sinto adormecer sob a neve – já impossível de sentir a morte chegar. As minhas pálpebras doem, e eu as sinto inchadas, vermelhas. O meu olho quase fecha. Eu não sei. Eu guardei a vida – fosse ela uma moeda ou uma pérola. Fosse ela um passeio, um dia, uma pausa qualquer. Escuta, além daquele assobio fino e longo que me fez reconhecer você, um violino tocando? Escuta essa música que me traz você, me carrega o corpo, e que me leva. Eu sei, não nos encontraremos no lugar em que você vive, tampouco neste lugar em que eu estou agora. Nós nos encontraremos no meio do caminho, no alto ou no mais longe daqui. Nós nos encontraremos. Eu me sinto pegar a roupa que visto e levantar. As minhas costas doem, meu amor. Os meus remédios não descem. A minha voz não sai. O meu anjo ainda dorme na cama. O meu anjo, tão calmo, disse para eu tomar o tempo e não comprimidos. Eu não consegui. Verdade, eu menti de novo. Esse anjo não era um anjo. Esse anjo era uma vida inteira. Eu me sinto uma projeção de anjo sustentado no ar com aparente imobilidade. Meu anjo diz, você paira, olha, deveras sente – e então estamos suspensos. Quão breve somos nós? Ou quão eternos? A minha dúvida não tomba para o lado da tristeza, entenda, mas ela se debruça. Eu quase danço. A minha pergunta dói mais porque é feita, e não porque corre na possibilidade de jamais ser respondida. Eu quase volto. Eu quase não me deixo ir. Eu sinto uma vida que me puxa, e outra que me canta aos ouvidos. Eu me sinto tentando somar três cadeiras e uma maçã. Em que eu acredito? &lt;/div&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class="western" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class="western" align="justify"&gt;Eu não vejo a cor da primavera. Desceu sobre mim uma malha de aço, grossa, de cor cinza. Essa malha grudou na frente dos meus olhos também. Que compromisso é esse ou o quão omisso é isso? Eu vejo um desejo tão estranho e tão disforme – já tão conforme nada. Eu me perdi? Eu me lembrei. Eu me lembrei de que o tempo é que era uma coisa muito estranha. De que uma semana poderia demorar meses e um dia, acabar em horas. Quantas horas há entre nós? Quanto espaço físico ou quanto futuro? De quanto é o tempo físico?&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class="western" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-1048735841032249321?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/1048735841032249321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=1048735841032249321&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/1048735841032249321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/1048735841032249321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/12/nos-3.html' title='Nós | 3'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-3586034998828204207</id><published>2010-12-17T00:53:00.000-02:00</published><updated>2010-12-17T00:54:21.539-02:00</updated><title type='text'>Nós | 2</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O que eu sinto? Eu não sei, não tem nome ainda. Tem o tamanho de um gigante e a leveza bem doce de uma borboleta. Tem o tempo e tem pressa, tem pouca coisa a oferecer de imediato, mas muita disponibilidade de viver. Isso tudo não dói – eu posso mostrar a outra parte de mim – agora feita de um sorriso. Feita de você, que trouxe de volta essa parte minha. Eu sei, eu trouxe para ti uma parte sua talvez esquecida, ou cansada, ou talvez apenas morta de novo e de sono. O que eu estava fazendo, eu não sabia. Mas eu estava me movendo como um barco calmo sobre a água. Eu era um final de tarde, uma primavera inteira, um dia e todos os dias. Você é um verão inesquecível, uma manhã de inverno que se acorda com companhia. Você é o outono que caiu sobre mim, tão tomado de poesia e vida – tão cheio de milhares de cores e forma, tão infinita nos cheiros e no tempo. O importante é que eu estou bem, que você está bem, que nós estamos vivas. Há um infinito não desenhado no meu corpo também. Um desenho que me sobre dos pés até o pescoço, os braços, os dedos, as unhas e os cílios. &lt;em&gt;Agora eu não sou mais breve&lt;/em&gt;. Há em mim uma ampulheta deitada também bem no meio dos meus olhos, nas pupilas, num lugar em que o tempo não acaba, num lugar em que as coisas não param. Ou se param, indefinidamente voltam a flutuar, e cirandam sobre nós. Nós somos eternas agora. Você está dentro de mim, derramando seu tempo e corpo – e eu estou sobre você, como envolvimento. Eu estou deitada sobre você, sente minha alma? Meu corpo se estica também. Eu sinto teu peso de corpo e respiro de alma. Agora eu tenho ar para respirar aqui.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-3586034998828204207?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/3586034998828204207/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=3586034998828204207&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/3586034998828204207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/3586034998828204207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/12/nos-2.html' title='Nós | 2'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-1528428945634233414</id><published>2010-12-14T00:21:00.002-02:00</published><updated>2010-12-14T00:46:42.004-02:00</updated><title type='text'>Nós</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu penso. E o meu pensamento vem lento e estonteante. Eu quase me atropelo. Desce por mim um pensamento dentro da contradição: eu não sei se espero. Porque penso ser essa espera complexa demais. &lt;em&gt;As coisas demoram, e da demora, desmoronam as coisas&lt;/em&gt;. Sabe aquela martelada constante outra vez? Aquela britadeira que não para nunca? Se eu voltar às mãos para a nuca de novo, eu acabei. Eu dei um chute no tempo, numa palavra de requinte nenhum. Em nenhuma parte de mim tinha sobrado tanta verdade. Verdade, eu menti. Eu não tinha conhecido uma pessoa. Eu tinha conhecido um anjo. Teu anjo, olho para mim e digo, agora tão meu também, fez um movimento bem curto, um cumprimento tão tímido que eu tive pavor da minha euforia por um instante. Mas depois me reconheci dentro da cena, que tão breve, me incluía e me significava. A minha dor não era imprópria, entenda, mas bem própria da fala que eu tinha começado a usar. Eu já não sou mais subalterna: eu tenho voz agora. E a minha voz sai ritmada por uma fala doce e dura, azeda, feito vomito, feito alivio. Feita de mim, pelas coisas trazidas até aqui, regurgitar não dói. Não me traz dor a inaptidão de dizer – porque digo, não apenas as palavras que quero, mas a essência da intenção que desejo – dentro do mundo em que os ouvidos parecem estar tapados. Eu tenho um eco na minha cabeça, que reverbera, que tomba as paredes e que ainda queima cortinas inteiras. A minha casa, daqui de onde me vejo, não é linda. A minha casa é a casa de quem fugiu e esqueceu. A minha casa é a casa da volta – do meu regresso, enquanto menina não deixei o lar; porque enquanto mulher, abri os braços para o mundo. Eu tenho os braços do tamanho do mundo, de uma força tão imensa, que imersas estão em mim essas veias de sangue seu. Oras, anjos tem sangue correndo entre os ombros também? Esse anjo não é de lá – foi o que me disse – porque como eu, é daqui... do mundo em que as coisas ainda doem. Do mundo em que as pessoas ainda sambam, se desculpam, desafinam. Esse anjo veio do mesmo lugar de onde eu vim. Eu não dormi o suficiente, mas a minha suficiência tornou-se boa o bastante. Eu parei de completar. Eu parei de sorrir sempre que a razão do riso tinha que ser desconhecida. Eu me conheci realmente, quando deitei, quando comecei a acordar sem ter chegado a dormir. Eu criei uma coisa sem tempo ou tamanho, nem precisão. Uma coisa tão larga e estreitíssima que era capaz de passar por debaixo de uma porta e depois derrubar um prédio. Que era capaz de se enterrar sozinha, de tão viva e tão descrente, e ao seguinte instante, indefinidamente flutuar. Era uma coisa escrita para dar um norte nesse “&lt;strong&gt;silêncio&lt;/strong&gt;”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-1528428945634233414?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/1528428945634233414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=1528428945634233414&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/1528428945634233414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/1528428945634233414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/12/nos.html' title='Nós'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-5646125505702046773</id><published>2010-11-17T10:11:00.002-02:00</published><updated>2010-11-17T10:14:12.542-02:00</updated><title type='text'>à ana | 7</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;porque antes de torná-lo publico, foi torná-lo seu.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu escuto seu coração daqui, te ouço respirar. você me deu a mão e me puxou: &lt;em&gt;já não estou mais aqui&lt;/em&gt;. conheci a vida de verdade, passei a existir. eu posso sentir você agora. eu sinto, toco, vejo. você tem cheiro, gosto, está viva, respira. suas veias dilatam quando eu me deito, teu ombro me segura, teu corpo inteiro me abraça. é incrivel. não são tuas essas palavras, nem minhas. é nossa essa história. &lt;strong&gt;eu amo a nossa vida&lt;/strong&gt;. o meu amor existe, e é você - meu amor tomou forma de mulher. meu amor eu vejo completo e para além do olho. porque se vejo os lábios, já te sinto o beijo. se vejo o corpo, já te sinto o sexo. se estou aqui, existo ai. se existo, já não penso. esse amor não me fez perder os olhos, mas me abriu para a possibilidade de ver depois de estar cego. estive cego, há anos atrás. agora tenho um ambiente sem luxo e com tudo. agora eu posso ser transparente. na nossa loucura, vivo uma interessante inteligência. você era um desfile e eu passei pela tua frente, como se somente fosse possível que nos seguíssemos, um após o outro. depois de mim, há apenas você. larguei as roupas na beira da cama, larguei os pés, soltei os braços: você me trouxe somente você. a minha idéia de ser feliz é ver você dormir e te fazer perder o sono. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-5646125505702046773?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/5646125505702046773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=5646125505702046773&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/5646125505702046773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/5646125505702046773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/11/ana-7.html' title='à ana | 7'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-2933721950136381993</id><published>2010-11-13T16:15:00.000-02:00</published><updated>2010-11-13T16:16:44.904-02:00</updated><title type='text'>eu te amo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;é belissima a imagem de um corpo que não tem peso, que sustenta-se pelo que sente quando diz, no instante que diz, e torna-se imaterial quase, levíssimo, sobre tudo. porque a condição de ser bela não é aparente e as pessoas são bonitas quando a beleza lhes é dada - ninguem nasce bonito, mas torna-se. como é possivel tornar-se uma boa pessoa. &lt;em&gt;você tornou-se linda&lt;/em&gt;. e isso é irreversivel. não sei quando foi isso, mas quando pude me dar conta, já estava linda... não importa o tempo que isso tenha demorado. acho belo tudo que posso, porque a maioria das pessoas passa batido pelas coisas bonitas. pela sutileza das coisas bonitas de verdade, é por elas que devemos parar: &lt;strong&gt;ai encontramos finalmente as pequenas faltas de ar que verdadeiramente nos inspiram&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-2933721950136381993?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/2933721950136381993/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=2933721950136381993&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/2933721950136381993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/2933721950136381993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/11/eu-te-amo.html' title='eu te amo'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' 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style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Tahoma', 'sans-serif';"&gt;é importante não se convencer com teorias vazias. a&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Tahoma', 'sans-serif';"&gt;na Laura tem poucas manias. eu a conheci em um café, em um convite que ela fez.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; e&lt;/span&gt;u achava engraçada a sua forma de fumar, muito desconexa e própria. eu a conheci quando ela aceitou um café e pagou por ele. explico: &lt;em&gt;ela vestia uma calça jeans de jardinagem, luvas saindo dos bolsos, uma blusa cor de café com leite bem fraco, óculos. e&lt;/em&gt;la me disse que não havia vasos grandes em seu apartamento, apenas uns quatro ou cinco pequenos no parapeito da janela da frente. disse que ali se intercalavam as cores: dois deles bem verdes, um amarelo – que depois eu chamaria de seus pequenos girassóis –, e um quarto de violetas bem minúsculas. &lt;em&gt;eu não tive tempo, nessa vida, de cuidar de suas flores. &lt;/em&gt;eu tive tempo de percebê-las e só; claro, eu tinha me emocionado nas suas respostas rápidas e nos seus silêncios que duravam semanas. ana Laura é completamente difícil de esquecer – muitas vezes não por ela mesma, mas pelo que ela representa. ela era a coisa viva na qual eu tinha me apoiado. ela era uma mulher de tema coerente nas atitudes. o exercício para ela era sempre necessário. acontece que o exercício em excesso é o que se tem de mais próximo da doença. ela fazia inflexões sobre as folhas escritas bem no meio da sala – o que transformava o nosso relacionamento em uma simples questão me empatia. o seu exercício era olhar as pessoas, enquanto o meu era olhá-la: ela, a minha mulher sinopse. &lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;/span&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-4272417057935425410?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/4272417057935425410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=4272417057935425410&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/4272417057935425410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/4272417057935425410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/11/cabine-5.html' title='a cabine | 5'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-6145129904597559447</id><published>2010-11-03T10:02:00.004-02:00</published><updated>2010-11-03T10:53:37.653-02:00</updated><title type='text'>à ana | 6</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;insonia seria deitar-se perto ao estar longe.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;deitei: não consigo dormir. penso e existo em você. são quatro e quatro da manha. perdi o sono porque pensei e não parei mais. questionei morrer. as palavras tem o poder de levar as pessoas. se digo para ana que respiro ao seu lado, então quase vejo transpiração aqui. não estou perto, mas dentro e ao redor. proximidade é para mapas, porque se me dissesse próxima, quando digo de alguém, teria de me dizer diretamente fundida a ela. confundida com ela sem saber quais foram os braços meus e quais os dela que me deixaram. acho que só nós estamos acordadas no mundo. há um silêncio incomum do mundo aqui. então eu ouço você. meu soluçar faz musica que só você escuta: só há você que me ouve agora. eu te abraço com os seus braços em mim. me sente? eu estou aí, ao teu redor, em ti, respirando.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;teria que me dizer fundida sem saber quais foram os barcos que me trouxeram e quais me levaram até ela. carências são insoluveis e eu as tenho. alegoricamente, ana também as tem tão belas. abra os braços, porque vamos fazer não só um país, mas um planeta de vênus somente nosso. há um ritmo próprio que sinto, um balançar feito das palavras ditas da transcrição do que sinto que é isso. preciso de ti - de tudo, te preciso. esse rítmo é meu &amp;amp; teu. posso dormir somente agora que cheguei onde está e que a presença de ana deitou-se comigo. se posso pedir, peço que durma com os anjos, os mesmos anjos que trouxeram ana para mim. &lt;strong&gt;se sou, então somos&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;se vou, então iremos juntas. a imaginação vai provocá-la sempre.&lt;em&gt; imaginar é o que resgata o infinito de nós aqui&lt;/em&gt;. perdi a distancia e diminuí uma légua com o futuro próximo. o tempo exige tempo. era hora de puxar o futuro pelas costas que mostra e dar um salto sobre seus ombros. eu me imagino saltando sobre os ombros do futuro e me pondo bem à frente dele. não sinto a irritação de nenhum outro dia porque tudo aqui é fascinante e cerebral. eu sou o futuro dele mesmo. sou a própria ana que me tem imersa em sua perplexidade feminina e mundana. porque somos daqui, eu e ela. nosso ritmo tem pequenas imperfeições dançantes. não há nenhuma dança perfeita, há passos ineditos de quem nunca esteve aqui antes. eu tive a permissão de viver. eu sou da retração que esta vida nossa me traz e do relaxamento pleno sob o qual sou conduzida, tão perto de seus olhos, nos quais me vejo. se vejo, então vemos. porque sou a parte minha entregue a ana depois de tomada pela parte dela posta em mim. não vivi, mas depositei uma vida sobre o campo do futuro de ombros puxados. vejo vento no rosto que desconheço - e ironicamente, me conheço aqui. eu me entendo. o futuro não é algo que se alcança, mas que mergulha na experiência de hoje. no sexo da luz de fora, no beijo da luz de dentro, no eixo do feixe de luz que emana do corpo, sua parte sem matéria ou peso também me cobre. ana é linda, o que mais existe?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-6145129904597559447?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/6145129904597559447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=6145129904597559447&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/6145129904597559447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/6145129904597559447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/11/ana-6.html' title='à ana | 6'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-1044081430914359283</id><published>2010-11-02T04:46:00.000-02:00</published><updated>2010-11-02T04:48:08.884-02:00</updated><title type='text'>de pequena metragem</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;o que tinha fora que eu senti tão perto. a gente sempre imagina o que tem na janela do outro: um casal que transa, uma bicha, uma mulher que fuma. a fumaça some – tem sorte? um sinal que abre e fecha. daria para gravar duas horas de silencio aqui. um ônibus que passa com um homem velho – que o dirige. uma sala que acende ou três casas que se apagam. nenhum cão late. nenhum miado. uma menina que vomita, eu não vi. também não vi nenhum homem que a socorresse. o que tem na janela do outro que não se usa gerúndio: um homem que transa sozinho, uma mulher que fala escondido, dois bandidos – nenhum plano. um cigarro cai da mão sem vento para ser levado. o que tinha do lado de fora que eu não vi? o que tinha aqui que não tinha sido entregue? porque eu não tinha me dado por perdida, ou por sumida do mapa? um sinal que abre. eu demorei a ligar depois de uma transa na sacada. desliguei as luzes daqui mesmo, mesmo sem sono algum que me buscasse. mesmo assim, eu parti. &lt;em&gt;o que tinha aqui sem ser visto&lt;/em&gt;?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-1044081430914359283?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/1044081430914359283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=1044081430914359283&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/1044081430914359283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/1044081430914359283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/11/de-pequena-metragem.html' title='de pequena metragem'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-3595984345142950552</id><published>2010-10-28T08:13:00.002-02:00</published><updated>2010-10-28T08:21:36.308-02:00</updated><title type='text'>prosa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;de nada dava conta o pensamento. a teoria não deu conta de entender a origem da crise. da crise, a representação de certo arranjo histórico: a legitimação é importante para que as coisas não desmoronem em vinte e quatro horas. assim como a irritação, a preocupação também era prosaica, cartesiana. quais são os princípios básicos de pensar? eu renasci na crise crescente, na teoria, nos tempos opostos, no pensamento sem semelhança. até ontem, não havia filme. hoje, o sol esteve frio. porque não dava conta, o pensamento oficial, de explicar a crise. era importante que não se convencesse com teorias vazias - porque todo cuidado é pouco e toda falta de atenção se perde. a vida existe nas necessidades que se tem, na fome que se projeta, no almoço, no sexo que se faz. estava perdendo a memória íntima das coisas outra vez? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-3595984345142950552?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/3595984345142950552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=3595984345142950552&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/3595984345142950552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/3595984345142950552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/10/prosa.html' title='prosa'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-9063857633384499719</id><published>2010-10-19T00:06:00.009-02:00</published><updated>2010-10-20T01:57:17.513-02:00</updated><title type='text'>à ana | 5</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;meu amor, o meu amor:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;eu estava parada a existir como mulher. e a exigir de ser mulher foi que vi ana parada logo a minha frente - a tomar toda a minha frente em velocidade. eu não vi qualquer agonia que saísse de seus olhos porque em momento algum eles pousaram sobre mim. então, tão breve que sou, pousei minhas mãos sobre as suas e deixei que os dedos meus recorressem aos dela. a sua resposta agiu sem intermédio: segurou-me a mão porque sabia que não havia pretexto de nada ali - já que todo texto dito a ela tinha se transfomado na força que ela aplicava entre meus punhos. eu vi uma eminência nela, junto a todo o espectro de seus conselhos íntimos. ana era o conjunto de decomposição de uma luz complexa - como se nela se formassem linhas de uma malha de ferro, de um imã. eu estava ligada a uma sensibilidade que registrava as mínimas variações, que reagia ao elogio. foi como se lhe dissesse: minha adimiração cresceu por você. porque caso eu não soubesse, foi como se tivesse lhe dito em seguida: eu te amo, no futuro que há hoje, nas coisas passadas que estão aqui e no amanhã que existe agora.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-9063857633384499719?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/9063857633384499719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=9063857633384499719&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/9063857633384499719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/9063857633384499719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/10/ana-5.html' title='à ana | 5'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-4851886585902354251</id><published>2010-10-12T01:58:00.004-03:00</published><updated>2010-10-12T02:14:09.768-03:00</updated><title type='text'>as melhores coisas da vida</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;a minha cabeça doía muito e eu precisava contar para o mundo. não foi da bebida de ontem, entenda, mas do samba de outro dia. só há nós aonde estamos, apesar de tanta gente. estamos em contato, então eu lhe aviso que vou pular com os pés juntos. &lt;em&gt;há um aperto de ontem na maquiagem de hoje. &lt;/em&gt;há um pouco de noite no dia - de café no almoço, de gosto no sal. eu nos dedicaria à grande exaltação colérica, ao ímpeto da valentia, do delírio e da insânia. mas acredite, eu estava tão surpesa quanto você. eu me surpreendia no verso, no discurso, na composição musical que era feita com improviso pela sua voz. a minha rouquidão crescia e eu colocava o corpo na cama, acontece que essa casa era o reino da desordem - e o seu lugar era aqui, nesse lugar finito. a minha cabeça doía porque você tinha chegado de imprevisto, mas a propósito. as festas são sempre encantos, são seduções irresistíveis. como forma disso, a retórica sua que me domina o ânimo quando ouço. há sempre a espera do dia propício. dos dias que correm, dos dias que permanecem durante semanas, de semanas inteiras. como movimento, a minha dúvida permanecia inteira - como número que não possui a fração da unidade. se isso era um defeito, eu já não soube dizer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-4851886585902354251?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/4851886585902354251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=4851886585902354251&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/4851886585902354251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/4851886585902354251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/10/as-melhores-coisas-da-vida.html' title='as melhores coisas da vida'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-4576832775124075822</id><published>2010-10-09T12:39:00.006-03:00</published><updated>2010-10-09T14:13:42.699-03:00</updated><title type='text'>à ana | 4</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;de repente, você vem com um conjunto organizado relativo a fenômenos usuais recortados em seu objeto próprio, independente de qualquer preocupação de aplicação técnica. que poesia pode haver em uma planilha?&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;claro que a ciência não define nada se não houver poesia para se enxergar um rosto harmônico. dos meus defeitos, ciência de estudo da transmissão é mutável como qualquer outra. a teoria da terra era de um tapete gigante e finito em que era limitado o céu nesse plano - como um prumo único das coisas. hoje, rondamos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;eu posso virar o mundo, no rosto da harmonia, na voz orquestrada que sai dos pontos de fuga. era um rosto de portas? eu vi janela nos olhos, nos olhos vi particulares traços de cor vinho até que o olho ficasse totalmente branco. eu não perdi o tempo aqui; eu perdi as palavras da ciência para a poesia - como se dissesse que era linda, ana, e que isso bastava. acontece que não basta, porque não entendo; então o meu entendimento cria o sofrimento comigo porque a minha evolução esta em sofrer. quando há homem que lhe fala de rosto na intenção da ciência cuja presença desconheço, eu não conheci seu rosto enquanto proporção matemática, mas conheci quem era quando as pequenas imperfeições lhe tomaram e eu lhe tomei o corpo em prontidão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;a vida tinha mudado aqui. a inspiração tinha me pegado trabalhando. se há geometria ou não, já não importa; se generalizo seu rosto, perco a ciência dele - a razão dele. e a razão não diz respeito ao feminino - o que é perene, eu penso. me perco quando joga sobre o corpo a intenção de deitá-lo sobre mim. se ela perde a respiração, eu entendo que há perda significativa de tempo quando trago o cigarro na verdade plena de tê-la. há muita coisa sobre a qual a minha concordância não para. eu creio na beleza enquanto interpretação vingativa do meu intelecto sobre a arte. não pertenço, mas desejo o desejo como fonte própria da existência mais simples, do querer mais rústico. da intenção de ser cama sob corpo, de ser corpo sob mulher e de ser mulher sob outra: o romance da mulher continua outro. porque ana pertence a poesia de uma sexualidade prímária e abrangente - não sob a luz da ciência, mas sob a luz da retórica falhida do homem. porque abaixo da retórica da mulher se curva o tempo entre a vida e a morte, me curvo eu: preciso de ti, de sua voz cantada baixo, do seu encanto sobre mim, do mínino absoluto. entendo o desenho que há em volta de seu rosto, dos olhos e dos mesmo lábios finos que percebi primeiro e que entendi serem enormes no instante seguinte. não perdi o rumo, mas achei o curso. eu flui, eu desci do tempo para inventá-lo eu mesma. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;a ciência abstrai a beleza - porque a beleza cobre as pessoas. então eu não me digo feliz, mas sigo o sentimento de ser feliz. porque se me dissesse feliz, teria que racionalizar a felicidade - torná-la ciência de ser feliz. e não há ciência para nós. eu me cubro sobre ela com suas partes que  ficaram. eu não fui, mas eu retornei da uniformidade estranha da minha dicção; na qual estava estática, parada em mim sobre nada. já não respoderia com razão a ela, porque minha razão se esvazia e meu desvario permanece. &lt;strong&gt;sou extremamente anti-científica&lt;/strong&gt;. própria de mim, das minhas utopias inventadas e não de histórias criadas a luz de fígados mortos. morri de rir, e isso me bastava na graça séria de ana, na pouca perna em mim, em seu desejo de estar dentro e fora. e portanto, como se não tivesse escrito, eu a adoro. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-4576832775124075822?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/4576832775124075822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=4576832775124075822&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/4576832775124075822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/4576832775124075822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/10/ana-4.html' title='à ana | 4'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' 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ali. eu também projetei o meu desejo. porque a fome eu não criei, eu incitei o desejo de comer. é claro que as coisas são extremamente relativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu passei um tempo lendo e outro olhando rostos que perdi o tempo da troca mais justa: a troca de mim pela outra de botas tão pretas e densas cuja licença de ver me trouxe de volta o tempo da perseverança. digo do tempo aquilo que tem dito de mim, de pulsos tão firmes, saias tão curtas e traços tão fundos - porque eu não sabia quantos anos você tinha, mas tinha em mim uma defasagem de ano em relação, não a sua idade, mas a sua imagem velha. por que ela é velha? &lt;em&gt;por que ser velha você?&lt;/em&gt; é por que sou tão nova, tão pequena neste corpo, tão enorme neste mundo de trocas? que intenção pouco justa pode haver nisso?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-4939458588568374274?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/4939458588568374274/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=4939458588568374274&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/4939458588568374274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/4939458588568374274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/10/pela-moda-menos-ordinaria.html' title='pela moda menos ordinária'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' 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modernidade ainda não havia chegado. eu era o cheiro que não se reconhecia nos aparelhos de hoje, eu era a desconexa parte dos bronquios que adoecia. de fumante que era, eu era muito poeta também. eu pensava na doença como própria da minha alma, mas impossível do meu corpo. quando doente, eu adoecia sobre as partes que pensavam em mim - então eu tinha problemas de coração, de dor física nunca tratada. eu não tinha pedido por isso - nem para nascer com isso. acontece que no meio do caminho que eu fiz eu encontrei a possibilidade de me sentir assim. e eu fiquei.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-8655211583634569955?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/8655211583634569955/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=8655211583634569955&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/8655211583634569955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/8655211583634569955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/10/para-ordinariedade-do-crime-2.html' title='para a ordinariedade do crime | 2'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' 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me prendi há tempos, perdi - e soltei os membros e não detive a queda. ao encontrar o chão, &lt;em&gt;duas semanas depois&lt;/em&gt;, tomei café como um príncipe, ou como bêbado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;diz-se de uma coisa que pertence a todos: ser comum. acontece que comum enquanto familiar que se torna o rosto - como o crime torna-se comum à comunidade social. caso não houvesse o crime, eu desconfiaria da irregularidade de vê-la a minha frente com o rosto que se faz conjunto frente a mim de maneiras comuns e de muito valor. a maior parte era sempre o comum dos homens - o habitual dos homens, como o elogio de outros no ego, na experiencia dela em si mesma no contato de aceitação da realidade. quando torna-se comum o formato que puxam os olhos, e a projeção do rosto cai sob o crivo daquilo que se faz de forma ordinária - de qualidade já medida, mas nunca inferior. eu sentia uma alimentação cotidiana, uma musica ao passo de marcha. era preciso livrar-se do oposto depreciativo, da oratória falhida, da chatice do bom gosto. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-3123844298544343958?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/3123844298544343958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=3123844298544343958&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/3123844298544343958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/3123844298544343958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/10/para-ordinariedade-do-crime.html' title='para a ordinariedade do crime'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-6054456848767611363</id><published>2010-10-03T20:02:00.007-03:00</published><updated>2010-10-03T20:55:08.288-03:00</updated><title type='text'>à burrice de todo mundo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;é por isso que há uma estranhesa minha quando vejo todo mundo falando ao mesmo tempo. então como pode dizer qualquer coisa de mim - sendo que não me conhece, e não consegue sequer dizer se eu lhe gosto como tal, ou tanto quando se percebe de você em mim... o que é obvio que gosto, se me conhecesse e pudesse dizer isso com propriedade. as pessoas ficam se enganando com as aparências... demais. porque na verdade ela diz que eu sou boa pessoa, sendo que sua importancia não é comigo, nem com o que sinto - mas pergunta isso para você afim de ver como é a sua reação à importancia que dá a minha postura quando você me vê. como se dissesse: eu gosto de você, mas ela... AH, ELA VOCÊ NÃO SABE. e isso todo mundo falou - e se muita gente fala, boa coisa é que nao deve ser. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;a multidão é burra e nunca vai chegar lá&lt;/em&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-6054456848767611363?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/6054456848767611363/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=6054456848767611363&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/6054456848767611363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/6054456848767611363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/10/burrice-de-todo-mundo.html' title='à burrice de todo mundo'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-5329154232385432237</id><published>2010-10-03T18:03:00.005-03:00</published><updated>2010-10-03T18:36:02.178-03:00</updated><title type='text'>ai, brasil</title><content type='html'>comprar ou alugar é sempre um pouco estranho. aos poucos, você percebe como as coisas se encaixam, e como a curiosidade das pessoas é incrível. mesmo que as coisas não estourem, nessa vida eu não duvido de nada. porque nada é absolutamente tudo também. eu peguei um leite tão morno hoje quando levantei que eu só consegui pensar, sequer dizer: &lt;em&gt;meu deus, já é domingo de novo&lt;/em&gt;? para quem saiu de pirituba, isso pode ser demais mesmo. porque eu fui dormir na sexta-feira e acordei no domingo com dor no corpo inteiro. e com uma fome!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a outra ainda mora com ele? às vezes eu esqueço que não sei nada da vida dele. há uma diferença entre não ter consideração e sequer conhecer essa palavra. hoje em dia tudo é muito rápido - e toda aquela atenção que você deu a ela, ela mereceu. e ela ainda andava com as duas amigas - cuja cara eu gostaria de ter visto -, porque ser sem vergonha está na moda. então é por isso que as pessoas aprontam: porque não tem o retorno da sem vergonhice hoje. agora a gente começa a juntar as peças; e olha que eu sequer sabia que o parque da água branca era esse circo todo. ela nunca quis saber de casa, só de comida congelada. uma vagabunda e com a cabeça bem podre. que cafona, brasil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-5329154232385432237?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/5329154232385432237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=5329154232385432237&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/5329154232385432237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/5329154232385432237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/10/ai-brasil.html' title='ai, brasil'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-5757760559479454308</id><published>2010-09-27T13:33:00.009-03:00</published><updated>2010-09-27T16:26:58.439-03:00</updated><title type='text'>à ana | 3</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;dediquei à ana um&lt;/em&gt; &lt;em&gt;texto novo, de novos termos - ou os mesmos termos de pouco uso, aos quais, há tempos não me dedicava. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;eu nunca tinha visto tão longa orquestra antes.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;era sexta-feira e a minha vontade pediu tantos cigarros na noite ainda cedo que caiu sobre ana a minha vontade completa. eu fiquei pensando em como eu poderia, tão breve como nunca sou, sair da minha pressão e gostá-la em apenas quatro dias? &lt;strong&gt;o que foram os dias, naquela hora, eu já não soube responder&lt;/strong&gt;. ana desligou o carro com aquela mania que tinha de olhar de lado, e sua dicção cantada e seus olhos levemente fanzidos me puxaram o corpo e me seguraram pela boca inteira. o meu encantamento batia justamente nesse ponto em que, além de olhos lindos, a imensidão de olhar que ela tinha -&lt;em&gt; tinha, também&lt;/em&gt; - muita coisa que pensava ali. eu aceitei que ela não escrevesse - acontece que a oratória é sempre imprescindível, e a oratória dela era fantástica. porque eu tinha &lt;em&gt;parado &lt;/em&gt;para ver ana, e não somente tinha parado para beija-la. claro que no beijo podem haver pausas inteligíveis, que existem apenas na idéia; mas eu entendia isso como uma grande virtude dela: nem sempre a pausa é essencial. eu nao tive sorte com ela, eu tive a exuberância puxando minha sorte e me puxando para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;ana tem os lábios muito finos - como posso tê-los retratado a princípio. hoje, ela já tem os lábios muito grossos, mas da mesma delicadeza de que me lembro antes. porque agora há uma história naqueles lábios, uma história de agora. e o corpo também - que com inacreditável verdade quis segurar para não cair. tive que me agarrar à partes menores, às orelhas, aos fios soltos de cabelo, porque ficaria presa sem jeito caso não tivesse pensado nisso. apensar de que agora me pego pensando nas tolices que conversamos e na seriedade de nossos relatos emprestados. se eu contasse tudo que vejo nela, ficaria meses inteiros falando sem parar. então penso que desejo imensamente deixá-la falar antes porque suas histórias são contadas no canto de sua voz, na orquestra de sua garganta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;da mesma forma que um peso - ou uma estranhesa - tinha se abatido sobre nós daqui aonde eu estava até ela; hoje, há uma caminho de nós de lá até aqui. a vida existe na maior intensidade possivel. porque mesmo que a sensualidade admitisse muito rápido a tolice, era tão maravilhosamente disforme o corpo de toda identidade de ana enquanto mulher que eu precisava me deitar com ela - em sonho ou não. eu tinha uma pensamento híbrido em consequência disso, e me punha em sonho a construir a invenção da realidade. e eu me punha as roupas quando imaginava seu gosto - e eu me impressionava inteira. a minha impressão era enorme ao ponto que descia uma erudição sobre nossa conversa - era incrível o lugar em que chegávamos só falando. ana era uma mulher de argumentação muito doce e de uma intolerância brevíssima ao desacordo quando eu achava engraçada a sua seriedade. porque há muitas coisas ridículas na vida - e a seriedade infinitamente graciosa de ana, com certeza, não era uma delas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-5757760559479454308?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/5757760559479454308/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=5757760559479454308&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/5757760559479454308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/5757760559479454308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/09/ana-3.html' title='à ana | 3'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-611338835527034500</id><published>2010-09-26T20:52:00.003-03:00</published><updated>2010-09-26T21:04:52.218-03:00</updated><title type='text'>a gente inventa para caber</title><content type='html'>eu tinha um desinteresse em face de alguém, ou de alguma coisa. mas que coisa era essa que me pegava os pés à noite, e me carregava durante a manhã inteira? um domingo desses me poderia fazer esquecer a tarde? que antipatia eu sentia, tão impossível de controlar como seria irracional controlar os olhos abertos por horas. eu inventei uma semana, e me faço valer dela agora. acontece que eu tinha esquecido que a invenção era de sete dias, e não de seis. eu inventei um domigo para mim sem saber do cansaço que ele me causaria. porque este sim, tão inoportuno como ela, minha impaciência, era o primeiro dia e não o último, como posso te-lo classificado agora. são dias de chuva esses primeiros dias, são dias de inventar a atenção, de consumir a atenção em nada, são dias muito frio e de calores triviais. de livros lidos inteiros, de livros emprestados e nunca devolvidos, eu passaria semanas aqui. nenhum café hoje - porque acho que hoje nem beber café eu poderia querer. há uma irracionalidade nas paredes e nos pés das mesas. eu seria doente para viver hoje, pela possibilidade de aproveitar agora, de comportar-se na vida: mas nada é possivel em um domingo. talvez eu ganhasse doces amanhã, mas isso já seria coisa para o segundo dia da minha invenção. domingo era um dia de inventar dias, porque nada mais havia para fazer nele. muita gente é assim, inegociável. um domingo é inegociável. há muita falta de acordo em um domingo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-611338835527034500?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/611338835527034500/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=611338835527034500&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/611338835527034500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/611338835527034500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/09/gente-inventa-para-caber.html' title='a gente inventa para caber'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-2109155410945839698</id><published>2010-09-25T22:22:00.009-03:00</published><updated>2010-09-25T23:44:31.385-03:00</updated><title type='text'>à ana | 2</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;poque quando penso, meu pensamento perde a segregação do tempo. e do espaço, que tantas vezes poderia ter sido enorme, há o encolhimento - e o corpo distingue-se em meio a outros corpos. há um caminho de gente aqui.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ana pediu um copo - ou melhor, pediu logo três. houve pessoas que se juntaram a nós. penso que talvez não fosse para o meu melhor agrado que isso aconteceu - mas depois eu entendi que isso não a agradou na ocasião também. pensei que jamais sairíamos de lá porque a companhia dos outros pode ser estranha quando se quer estar sozinho, ou minimamente acompanhado. porque eu queria a companhia de ana, com a sinceridade mais estranha que eu poderia dedicar a ela, eu queria sua companhia. o mínimo de sua companhia, enquanto corpo único que era, na verdade trazia uma multidão com ela. ana era uma mulher de ser várias. e que surpresa não foi a minha quando naquele final de noite, seu corpo me levou ao carro enquanto seu beijo a trouxe para perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quanto tempo pode durar um espanto, chico? e quanto tempo pode durar um encantamento? as decisões que eu tomei há sete anos conseguem ficar sete anos sem que eu mexa nelas? as escolhas são para fazer com que eu volte a mim mesma, e não o contrário. então as escolhas certas normalmente são as coisas que eu não faço sempre. fazia tempo que eu não me sentia encantar. se perdi o ar, ana, penso eu já ter precisado respirar muito para chegar aqui. hoje não saio porque já me basta a saudade de ana. talvez hoje eu durma muito, porque tudo que há aqui me basta. havia mais motivos para assimilar? &lt;strong&gt;(&lt;/strong&gt;...&lt;strong&gt;)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-2109155410945839698?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/2109155410945839698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=2109155410945839698&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/2109155410945839698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/2109155410945839698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/09/ana-2.html' title='à ana | 2'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-4727141106198137804</id><published>2010-09-23T16:47:00.008-03:00</published><updated>2010-09-24T12:07:50.158-03:00</updated><title type='text'>à ana</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;porque a sexualidade do homem traz um rudimento que a mulher não tem; enquanto a sexualidade da mulher decorre de uma poesia a qual o homem não está acostumando, tampouco, entende. é preciso quantas mulheres em uma?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;cheguei ali, proximo ao corpo mais próximo de mim, como quem chega de longe e se aproxima devagar. ana já falava muito. meu cumprimento caiu sobre seu rosto, depois os braços e então os seus braços, gentilmente, retribuiram a minha fala. ela disse que estava tudo bem. era terça-feira, e o tempo parecia seco. o frio dali não houve como deveria - no lugar disso, eu sentia um incomodo pelo calor. ana fez um desenho no rosto, como se houvesse uma inconformação naquilo que eu dizia. não fiquei surpresa, contudo - porque mesmo sem tê-la visto, eu já conhecia a essencia do seu discurso e agora teria que encontrar as palavras que o comporiam: e isso sim me causava muita timidez. ela era mais do que eu me lembrava. eu era aquilo que seria sempre? ana era linda.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;e o que foram as horas, daquele dia, eu já não soube responder. porque eu não tinha ido até lá para esclarecer, eu tinha ido justamente para criar a dúvida, tão bela. eu me lembrava de ana, há muitos anos, em tempos cuja minha aparência não dizia nada. hoje, de roupas tão feitas do corpo que criei - ana me olha e, não simplesmente vê a mim, mas me lê, com aqueles olhos que ficam franzidos no canto... ah sim! o canto que há em sua voz, como se desenhasse o que fala para mim, e sua mania de olhar muito as coisas ao redor, ana dá peso às silabas que não teriam importancia nenhuma. então o meu encantamento batia justamente nesso ponto. porque quanta coisa poderia ter passado batida ou apanhada esse tempo todo, que tive que esperá-la chegar, sentar-se a mesa, pedir um copo para entender? o tempo é muito estranho mesmo &lt;strong&gt;(&lt;/strong&gt;...&lt;strong&gt;)&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-4727141106198137804?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/4727141106198137804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=4727141106198137804&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/4727141106198137804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/4727141106198137804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/09/ana.html' title='à ana'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-1496889247465092659</id><published>2010-09-21T15:27:00.002-03:00</published><updated>2010-09-21T15:32:09.659-03:00</updated><title type='text'>um texto para cidade</title><content type='html'>&lt;em&gt;um texto de verdade:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a cidade tem um barulho habitual. que vem do carro, que é da pessoa que está dentro dele. que vem do prédio, da família que almoça, mas da pessoa que janta sozinha. todo barulho é repodução do fazer de alguém. a pessoa parada tem um barulho que vem dela, que ouvido por &lt;em&gt;dentro&lt;/em&gt; dela. o seu estômago faz barulho. a sua unha crescendo faz barulho. respirar faz barulho no silêncio - e no barulho do silêncio faz-se o ruído da surdez. a cidade é surda e tem um barulho habitual.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-1496889247465092659?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/1496889247465092659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=1496889247465092659&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/1496889247465092659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/1496889247465092659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/09/um-texto-para-cidade.html' title='um texto para cidade'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-1074700725788573945</id><published>2010-09-19T19:18:00.002-03:00</published><updated>2010-09-19T21:22:43.300-03:00</updated><title type='text'>a cabine | 4</title><content type='html'>eu não desfiz o tempo. eu jamais teria tido a coragem suficiente para isso. a mulher que havia em mim tinha as pernas bem mais finas do que as finas pernas que eu via. e se eu sentia pena? eu sentia que via seus olhos doerem. sabe aquele calor infernal de janeiro? então, tem sido assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-1074700725788573945?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/1074700725788573945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=1074700725788573945&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/1074700725788573945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/1074700725788573945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/09/cabine-4.html' title='a cabine | 4'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-7898569936789235443</id><published>2010-09-16T00:41:00.002-03:00</published><updated>2010-09-16T01:09:36.460-03:00</updated><title type='text'>maria, querida!</title><content type='html'>&lt;em&gt;maria&lt;/em&gt;, foi um soco isso? ou foi um desfalque da minha inteligência por eu ter pedido a você um beijo e você, ao contrário, ter dobrado a esquina? eu me pego pensando nas roupas que você deixou aqui antes de descer para o bar. você pretende voltar? eu espero que sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;maria, querida: quando voltar, traga dois copos - um limão já cortado - meio quilo de açúcar, uma idéia e nenhuma pressa. eu sei, chamarão seu nome ainda pela bebida que pediu e nunca tomou, pelo livros tomados e nunca lidos, pelas madrugadas sem diversão, pela cor do olho que sempre quis e nunca teve. às vezes me parece que você não quer mais nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-7898569936789235443?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/7898569936789235443/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=7898569936789235443&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/7898569936789235443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/7898569936789235443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/09/maria-querida.html' title='maria, querida!'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-3399420600533518558</id><published>2010-09-15T00:37:00.004-03:00</published><updated>2010-09-15T00:55:01.554-03:00</updated><title type='text'>maria, tequila!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;queria dizer a maria que isso não funcionaria; não dessa forma, pelo menos. que era preciso que se tivesse muita elegância na vida, mas eu ainda penso que talvez desse - daquilo - um engano engraçado. &lt;em&gt;maria pediu uma dose de tequila&lt;/em&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;eu sorri, a ocupar a sua direção e ela tratou de me olhar de volta - com pressa ou outra vez - não sei se para devolver a gentileza de ver como eu a via, ou se para destratar do meu contato, da minha preocupação platônica por ela. faz dias que maria bebe muito, então eu me preocupo com ela. há apenas &lt;em&gt;um&lt;/em&gt; tempo, mas eu percebo que eu estou vivendo duas horas diferentes. há o tempo de vê-la drogar-se e há o tempo do meu cuidado sobre sua droga de vida. &lt;em&gt;maria, tequila&lt;/em&gt;! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-3399420600533518558?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/3399420600533518558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=3399420600533518558&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/3399420600533518558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/3399420600533518558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/09/maria-tequila.html' title='maria, tequila!'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-7100399952304596337</id><published>2010-09-10T10:22:00.003-03:00</published><updated>2010-09-10T11:06:23.824-03:00</updated><title type='text'>o viés da mentira | 2</title><content type='html'>não saio, nem desato a sair; porque a permissividade da bobeira de um apaixonado é o que faz entender que a vida pode acabar rápido mesmo. porque há pressa agora. então me perdoe por ter visto você antes de ter visto a mim - eu me sinto descompletar. me perdoe pelo perdão que dei a sua covardia. e &lt;em&gt;me diga, ainda? &lt;/em&gt;ainda há um vôo descontente aqui. se você foi embora ao primeiro desagrado, logo a beira da primeira vez cuja vez já havia sido adiada tanto, me perdoe o desvario que me causa você.  e para você, de olhos tão longos e cabelos tão fundos, de sorriso ilustrativo meramente colado ao rosto, eu me ponho a falar os restos. como se fosse preciso hospedar-se na narrativa de outro: você quer ter razão, ou ser feliz?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-7100399952304596337?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/7100399952304596337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=7100399952304596337&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/7100399952304596337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/7100399952304596337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/09/o-vies-da-mentira-2.html' title='o viés da mentira | 2'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-1949156137185907386</id><published>2010-09-09T00:45:00.005-03:00</published><updated>2010-09-09T01:01:16.534-03:00</updated><title type='text'>OITO</title><content type='html'>selecionado para o &lt;strong&gt;8º CURTA SANTOS 2010&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;OITO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. um filme de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5514755893423109922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 220px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/TIhZREJ59yI/AAAAAAAAANo/ToOBIuQDx1c/s320/8.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5514756515483048098" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/TIhZ1RgjWKI/AAAAAAAAANw/QUA5o9geEDc/s320/DSC00287.JPG" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;a &lt;em&gt;verdade&lt;/em&gt; é que você só conhece uma pessoa depois de saber os remédios que ela toma. VIDEO: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=5IkOUIIseuA"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=5IkOUIIseuA&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;o filme concorre na categoria da &lt;span style="font-size:130%;"&gt;mostra competitiva OLHAR CAIÇARA UNIVERSITÁRIO&lt;/span&gt;, 8ª edição do curta-santos, festival de curtas metragens.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;segue o link para votação&lt;/strong&gt;: &lt;a onclick="_linkInterstitial('http://sat.grupoatribuna.com.br/tvtribun\74wbr\76a/2010/curtasantos/curta_videos.asp?idVi\74wbr\76deo\07519'); return false;" href="http://sat.grupoatribuna.com.br/tvtribuna/2010/curtasantos/curta_videos.asp?idVideo=19" target="_blank"&gt;http://sat.grupoatribuna.com.br/tvtribuna/2010/curtasantos/curta_videos.asp?idVideo=19&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;a gente não vai durar &lt;/em&gt;nada&lt;em&gt; assim&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-1949156137185907386?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/1949156137185907386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=1949156137185907386&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/1949156137185907386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/1949156137185907386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/09/oito.html' title='OITO'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/TIhZREJ59yI/AAAAAAAAANo/ToOBIuQDx1c/s72-c/8.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-2581053868958592476</id><published>2010-09-06T01:54:00.005-03:00</published><updated>2010-09-06T12:44:57.897-03:00</updated><title type='text'>o viés da mentira</title><content type='html'>eu já não reconhecia mais as suas roupas, talvez essa fosse a minha vantagem agora. se eu soubesse, eu não teria entrado - mas agora já foi. outra vez, as coisas vinham com limites para mim. se fosse somente eu, a entrar, tudo bem. &lt;em&gt;mas era qualquer um&lt;/em&gt;. eu não reconheci as roupas, então por isso eu tive que cumprimentá-las, como roupas novas ou como roupa nunca vista antes - de um tratamento, de uma formalidade quase estúpida. foi como homenagiar alguém que não morreu, foi cumprimentar alguém com quem se está sempre junto. eu tinha mudado, mas nunca foi algo que me mudou realmente. eu parei de ir; e de estar, também parei. eu parei no mesmo lugar do cumprimento, no lugar do balcão, da escada. eu parei há oito meses atrás de um desamor. e o desconforto pode durar muito tempo; mas já não era pior - nem maior - do que tinha sido grave. se aconteceu assim, eu não sei. mas era assim que eu me lembrava. dessa vez, era eu quem acordava e decidia não querer mais. acontece que isso era tão elaborado, tão doente... que eu imaginava: quem será que está mentindo? era uma prática do auto-engano com o prazer de abandonar a si próprio. como se fosse preciso hospedar-se na narrativa do outro: você quer ser feliz, ou quer ter razão?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-2581053868958592476?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/2581053868958592476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=2581053868958592476&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/2581053868958592476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/2581053868958592476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/09/o-vies-da-mentira.html' title='o viés da mentira'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-1432259221140117739</id><published>2010-08-30T03:00:00.006-03:00</published><updated>2010-08-30T03:17:29.604-03:00</updated><title type='text'>não terminamos, ainda</title><content type='html'>&lt;em&gt;há uma xicara de café, frio. um dia quente, muito tempo - um tempo seco, a garganta inflamada, uma inflamação nos nervos: eu precisava me acalmar.&lt;/em&gt; e claro que não seria o café a me trazer calma - ainda mais frio. eu me enchia de cafeína ainda mais para piorar tudo mesmo, alimentar a ansiedade. era a perna que não parava quieta. era aflição. se eu pudesse fugir de mim, eu o faria. porque fugir trazia um tempo externo de mim, impróprio. própria de uma conclusão minha, eu entendi que entre achar e ter certeza havia uma brutalidade. ele dizia que eu era uma mulher bruta ao sentar, ao cruzar as pernas, ao desenhar homens em paredes. o meu recheio é todo delicadeza. a carcaça era, sim, dura. mas por proteção, temia haverem homens como ele. já tinham passado tantos e nada que me causasse esse abalo. engraçado é que eu ainda não consigo ter essa certeza. achava curioso a forma como eu ficava a desenhar. eu dizia: não parece, mas eu sonho (e no meu sonho é bem a você que vejo). o certo, é que nunca digo os parênteses... espero, estava a reformar: &lt;em&gt;não percebia meu recheio ser todo delicadeza. a carcaça era, sim, dura. mas por proteção. temia haver mais homens como ele. já tinham passado tantos e nada que me causasse esse abalo.eu costumava me fazer o contrário de tudo que o agradava&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e porque eu mudava tanto de opinião? eu tinha que parar de escrever assim porque me incomodavam muito aqueles buracos que eu tinha desenhado como se fossem os olhos dele. eu precisava voltar, e nessa conversa isso era possível - eu tinha que aproveitar tudo. &lt;strong&gt;tudo era importante.&lt;/strong&gt; de tanto eu amar, eu já achava que ele era bonito. eu tinha só metade de um olhar para vê-lo, metade da verdade que eu contava, que eu contava comigo, ele já não sabia. corre o risco de pra mim ter sido toda essa lava e pra ele só a fumaça. é o que mais me incomoda. a impossibilidade de se ter certeza. aqueles olhos-prontos não me diziam nada. eu que dizia por eles, como marionetes.esse será o primeiro encontro dos nossos olhos nus. então eu tirei os óculos que me davam a impressão de ver demais. eu ja estava falando de mim, vê? ou lê o que lhe digo, digo, a você, e tome o tempo que lhe é seu. o café que era meu, a frieza do meu café também, tome em um gole só (a nudez dos seus olhos não me reconhece mais?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ele me disse: &lt;em&gt;tomo. olha que desconheço a razão desse impulso em fazer tudo o que você me orienta. o frio do café é o mesmo, mas o sabor diferente. será baunilha? essa doçura é sua? me pergunto agora o porquê de nunca ter provado. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;escuta, &lt;strong&gt;além&lt;/strong&gt; de provar. essa musica francesa que está entre eu e você. ouve essas notas sem tradução, já não importa o que está sendo dito. se você entender, explica-me. senão, estende a mão, eu a seguro comigo. o que era para ser um homem , tinha se tornado uma mulher na parede. e há muitas coisas para se imitar uma parede. eu lhe convenço? eu convenço a mim e ao meu parâmetro da partilha da escrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;partilhamos, quase dançamos: &lt;em&gt;estendo a mão e com ela a ergo. é da minha altura, compreende? nem menos nem mais. e não me diga não saber dançar. o seu corpo se move por instinto. é assim a melhor das danças.sem palavras nossas, vejo você girando até por acidente se encontrar no labirinto. e nos seus olhos míopes assisto você chegando ao centro. lá não há mais o minotauro. é só um homem.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;um homem não é um homem, eu lhe disse, e uma mulher é uma mulher sempre. a minha visão turva curva-se na sua direção, vê? não sei se me dirijo a você ou ao o que, de mim, estreguei a você na dança. porque com você eu me imaginava dançando, coisa que não fazia nunca. porque eu não dançava, eu tão somente imitava uma dança - como aquele homem imitava um homem desenhado, como imitava olhos os circulos que fiz, como eu imitava você, como você era eu e como eu, já não era nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;não terminamos?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;não terminamos, ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(em uma doce partilha das palavras com &lt;strong&gt;LETICIA SODRÉ&lt;/strong&gt;,&lt;br /&gt;&lt;a href="http://tout-bleu.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;http://tout-bleu.blogspot.com&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, 24 de agosto de 2010)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-1432259221140117739?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/1432259221140117739/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=1432259221140117739&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/1432259221140117739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/1432259221140117739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/08/ha-uma-xicara-de-cafe-frio.html' title='não terminamos, ainda'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-1229306480931431936</id><published>2010-08-23T00:16:00.002-03:00</published><updated>2010-08-23T00:19:47.029-03:00</updated><title type='text'>Critica da imaginação comum</title><content type='html'>O processo afeta o homem na criação e na exteriorização. Os homens são objetos das coisas que lhe são exteriores? Se a consciência de si mesmo se perde, perde-se a identidade e passa-se a pertencer à identidade do outro. A identificação é um processo também que, por sua vez, gera pertencimento. Na cultura de massa, o pertencimento acontece quando a vontade é esmagada pela vontade do todo. Então, se existe desejo de pertencimento, hoje, a cultura de massa traz uma irônica contradição; já que a massa forma-se justamente na ausência de desejo – e na produção de mercadorias que personificam esse desejo fazendo com que isso se torne uma maneira natural de existência. É imprescindível, portanto, a socialização do instinto embora se observe a aparente incapacidade diante da opção. Há estado ou instituição que educam para que o domínio seja eficaz em determinado sentido: e o resultado desta análise pode ser deficiente. Acontece que quando não se diz, a fala fica velada – e sempre vai haver um grupo ao qual isso interessa. Se a inteligência é a simples capacidade de compreensão das opções, há sentidos recalcados, permeados pela figura do aparente líder também, do aparente ídolo que resta. O conhecimento da totalidade do homem frente à incapacidade totalizante da música traz a verdadeira integridade – já que aquele que conhece mais tende a decidir melhor também. Os meios de comunicação deveriam, portanto, fazer existir um contato com o mundo imediato, junto à capacidade de amplitude da consciência do homem e do processo do contexto mental – e não o contrário.&lt;br /&gt;Faz parte da história do mundo manter dentro do espectro as coisas pelas quais se tem interesse – e tudo que constrói com o homem uma unidade. O homem é fruto de sua cultura, ainda que desenraizado, “acimentado”. Mesmo no íntimo do indivíduo, a sociedade será constantemente apresentada ao homem e o homem deverá, com ela, confundir-se. &lt;em&gt;Então, se há ensino da desobediência passiva, perde-se o homem em troca da massa de homens – e o processo de estímulo ao carnaval torna-se um processo quase diabólico e catastrófico, nesse sentido&lt;/em&gt;. Não são mais homens estes; mas, infelizmente, contam-se por milhões.&lt;br /&gt;Já dentro da limitação da cultura e da civilidade do mundo, perde-se, enfim, o mundo da troca: é áspero o caminho da liberdade. Agora, talvez seja enfim o tempo de iniciar o processo inverso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PENSO, LOGO EXISTO&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;(RENÉ DESCARTES)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Pensar é restrito, mas já engloba um gigantesco passo na libertação – apesar de insuficiente. Então a intenção de querer completa o ato de pensar: é o homem enquanto age. E a ação pode desencadear um ato abstrato, uma abstrata fuga: a crítica. Nesses tempos de cólera coletiva a crítica talvez seja uma arma eficaz que – não só faz defender a individualidade –, mas também propõe transformação na coisa criticada. Assim, a consciência crítica depende do conhecimento de mundo que se tem. É o conhecimento que possibilita a crença, a aceitação da verdade. Se não há conhecimento, portanto, nada pode ser absoluto, ou idolatrado. As coisas tem de ser verdadeiras no seu próprio juízo – e não no juízo de outrem: daí a eliminação definitiva do culto da personalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;junho/2010&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-1229306480931431936?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/1229306480931431936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=1229306480931431936&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/1229306480931431936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/1229306480931431936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/08/critica-da-imaginacao-comum.html' title='Critica da imaginação comum'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-2311721127167847359</id><published>2010-08-16T17:17:00.006-03:00</published><updated>2010-08-16T17:48:30.420-03:00</updated><title type='text'>interessa?</title><content type='html'>a necessidade é preexistente. ao final, eu sabia como ela era, mas já não me lembrava de uma palavra que tinha sido dita. eu me mantinha, como uma qualquer. eu tão somente permanecia em um estato supremo de atenção, de silêncio, de inercia do resto. só há o registro do que as roupas dizem? só há o registro do que as roupas dizem - e o meu texto já tão impróprio - transformado em uma vergonha importuna, bem própria de mim. a roupa que eu uso traz uma história de mim; a roupa que eu despedaço, que eu peço, que eu tiro, me impede categorizar. &lt;em&gt;sou categoria quando vestida&lt;/em&gt;. pois que os corpos são iguais, e belos, quando nus - quando já longe das roupas. porque eu não a conhecia, entenda. eu conhecia a sua forma de andar, de vê-la passar, eu conhecia pelo que eu enxergava da minha construção dela. estranhamente, eu já tão cheia de roupas, ouvi dizer: ela disse já me conhecer. como eu conheço alguém em tanta alegoria? eu teria que desconstruir essa personagem. eu era uma história, uma invenção, uma parte da imaginação minha. eu era um mito, uma projeção de mim nos outros. ela tinha ínfimas rugas no rosto, e um sorriso esteril e pueril. tinha uma projeção gigantesca na fala; quando ela fala, a atenção que se retém ao discurso cria imagens de texto suspensas no ar - como se eu ficasse suspensa pela boca também, pelos lábios, ou pelas palavras de alguém. eu sabia disso como uma fatalidade, um acidente, um amor que foi embora. porque nas coisas do dia a dia, a paciência se vai. sendo assim, sendo a paciência o exercício da passividade, eu teria que tornar-me - a mim mesma - dentro do presente, ao invés de ressentir o passado ou sonhar com um futuro fantástico. seria preciso destilar o ruído e ativar a passividade - o que era contraditório. então eu não vou precisar ter todas as doenças que meus pais tiveram. tudo aqui é muito incomum, eu nunca estive nesse presente. as mulheres trituram milhos há séculos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-2311721127167847359?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/2311721127167847359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=2311721127167847359&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/2311721127167847359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/2311721127167847359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/08/interessa.html' title='interessa?'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-1047793249634927339</id><published>2010-08-13T01:31:00.005-03:00</published><updated>2010-09-10T11:18:55.403-03:00</updated><title type='text'>ao descompasso</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;dou um passo: o que você quer que eu explique? eu tão pouco coloquei imagens em tudo que eu já tinha dito para você. de tudo que eu senti, eu vomitei esse filme. porque é o que tem passado na minha cabeça esse tempo todo; &lt;em&gt;faz tempo que eu não vejo nada.&lt;/em&gt; e que eu vejo muito chão, faz tempo também, muitos pés, e sinto que não ando para lugar nenhum. achei que você não assistiria, depois de tanta assistência esquecida, porque eu não pedi para que você assistisse - como tantas outras vezes posso ter pedido coisas a você. eu sugeri... e agora eu entendi que é na sugestão que a gente mais pensa. nada é absolutamente pronto. eu não quero voltar para o passado, nem imaginar um futuro fantástico, porque hoje tento tornar a mim mesma, eu tento me manter no presente. é estranho, nunca estive aqui, aqui é tudo muito incomum. ironicamente, eu vivo um eterno presente hoje.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;À NOSSA BOSSA&lt;/strong&gt; (um filme experimental) _ teaser:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a class="tweet-url web" href="http://www.youtube.com/watch?v=yx2LInzwQeM" target="_blank" rel="nofollow"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=yx2LInzwQeM&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;À NOSSA BOSSA&lt;/strong&gt; (um completo filme experimental)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a class="tweet-url web" href="http://www.youtube.com/watch?v=DYNkcIdgZAI" target="_blank" rel="nofollow"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=DYNkcIdgZAI&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-1047793249634927339?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/1047793249634927339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=1047793249634927339&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/1047793249634927339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/1047793249634927339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/08/ao-descompasso.html' title='ao descompasso'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-242911471842443055</id><published>2010-07-27T18:30:00.002-03:00</published><updated>2010-07-27T19:47:20.015-03:00</updated><title type='text'>a intenção tem um cheiro | 2</title><content type='html'>o que é que vem de mim, eu não sei, sai de mim alguma coisa sem nome. há dias que eu sonho com a mesma coisa, alguma coisa que eu não sei o que é. eu tornei a casa, como quem retorna de uma viagem sem volta. eu voltei, mas eu não desfiz as malas ainda. eu perdi o meu tempo? eu perdi o tempo todo. eu preciso criar, para de escrever para mim. eu era uma personagem: todo mundo tinha que ser. mas que personagem ordinária não imita vida nenhuma? eu preciso canalizar a minha inteligência; mas eu não consigo. eu perco o foco; eu, mulher, eu cego, eu não falo. a minha vida não existe. eu me sinto tão triste. se o arrependimento existisse, eu o mataria. eu já morri, por isso eu tenho horror de morrer - mas na dor existe uma coisa mágica. eu não admitia a minha felicidade porque eu me inconformava com ela: feliz todo mundo poderia ser hoje. se eu fosse feliz, eu seria &lt;em&gt;mais&lt;/em&gt; do que feliz. há tempos eu não me lembrava de ter ido dormir em uma noite de tanto silêncio. eu estava surda também.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-242911471842443055?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/242911471842443055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=242911471842443055&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/242911471842443055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/242911471842443055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/07/intencao-tem-um-cheiro-2.html' title='a intenção tem um cheiro | 2'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-2090036822408209436</id><published>2010-07-24T01:14:00.003-03:00</published><updated>2011-10-28T13:55:43.482-02:00</updated><title type='text'>todos os textos do mundo | 5</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;os mosquitos.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;todas as mulheres do mundo suspiravam o nome dela. diabos, alguém lhe traga água, não conseguem ver que ela está sendo queimada viva? ela está praticamente engolida pelos malditos mosquitos. malditos! malditos mosquitos. ana Laura se importa, ela se importa se sabrina está doente. se sabrina arde em febre, se toma remédio para dormir: se sabrina morre, ela se importa porque odeia vê-la com dor. é que na dor existe uma coisa mágica &lt;em&gt;(mais um mosquito esmagado). é&lt;/em&gt; um tapa seco sobre o chão que se propaga. há o silêncio, e ao mesmo tempo tem-se nada. há dias não escrevia. estava curada do vicio? então fumava. e a fumaça substituía lentamente as palavras que lhe faltavam nos textos. uma a uma desviavam na sua frente, desinteressavam-se no ar, e no ar prendiam-se ao pensamento de ana laura: tudo aquilo não era pouco. ela era uma personagem (...) ;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;a maquiagem, a cor do cabelo. o jeito de uma boneca, a imposição de uma mulher. eu sei, eu conheço, marcela também tinha sido assim. acontece que marcela não tinha tanta inscrição no corpo. ela era uma personagem. todo mundo tinha que ser.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-2090036822408209436?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/2090036822408209436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=2090036822408209436&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/2090036822408209436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/2090036822408209436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/07/todos-os-textos-do-mundo-5.html' title='todos os textos do mundo | 5'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-7093827404204902055</id><published>2010-07-17T02:07:00.002-03:00</published><updated>2010-07-17T02:23:01.926-03:00</updated><title type='text'>a intenção tem um cheiro</title><content type='html'>todos ficarão velhos, mas poucos envelhecerão. ela ficaria velha logo porque foi comigo que viveu toda a juventude. toda a virtude de ser moça - cujas rugas agora lhe impregnam no rosto como uma roupa fora de moda, destroçada no corpo. como poderia eu negar a injúria com que lhe agraciei tantas vezes? não me destruiu, mas me possuiu com tanto bem que todo bem que tinha já não existe mais. poderia trocar os pés do salto - porque uma mulher de salto era inecreditavelmente lindo - em tantos outros homens: eu já não contaria mais com a sua presença em mim. porque era inevitavel esse novo amor que começou pelo fim. eu precisava das coisas que começavam primeiro. eu não pegava filas pela metade, homens, mulheres pela metade. eu era inteira, e eu era a primeira sempre. ainda fora de mim, sei, seria sempre resto  de outro. isso só acontece porque as pessoas se trocam muito. se não era possivel para uma alma pequena entender isso, que gigantesca alma e compaixão poderia eu exigir dela para que sua graça tivesse demorado mais tempo em mim? o samba era extremamente consolador. e eu precisava escrever para esquecer, e para ser lembrada. para ser lembrada, eu precisava escrever para esquecer e para não me fugir da cabeça o desabor de gostar tanto. eu já não poderia ir além disso. a verdade era que eu não era capaz de muita coisa. esse amor, tão irresponsavel amor, não me puxaria porque à jovem ganancia de se apaixonar somente é possivel se entregar uma vez. a paixão - ah, tão jovem paixão, - já tinha perdido a vida, afogada no lado dos amores passados, e posta de lado pela minha perpétua reticência com o futuro. eu me larguei, e surpreendentemente eu não morri. eu acordei em uma praia desnumbrante, bordando com os pés a areia, e as mãos intactas, perfeitamente limpas. eu poderia escrever para sempre assim; eu tinha todo o tempo do mundo para mim. e que abundante bondade poderia haver nisso, afinal?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-7093827404204902055?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/7093827404204902055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=7093827404204902055&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/7093827404204902055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/7093827404204902055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/07/intencao-tem-um-cheiro.html' title='a intenção tem um cheiro'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-8515308973336706703</id><published>2010-06-28T23:49:00.005-03:00</published><updated>2010-07-18T03:45:52.804-03:00</updated><title type='text'>todos os textos do mundo | 4</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;O CAPITULO DO PENSAMENTO:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;respirou fundo, a resgatar ar de dentro do corpo, exigindo compaixão de si mesma. poderia amar james ali mesmo porque ele esperava pela reação dela. pena para ele, pensava, que segurava um agasalho e uma sacola velha com uma surpresa – ana laura odiava surpresas, mas tinha que admitir a curiosidade e a poesia que a cena trazia até ela. pensava no quanto mais ele poderia falar. diria que era linda, de novo? de novo, seria só isso? perdia o ânimo um pouco. fechou os olhos. tinha um silêncio dela que tinha sido quebrado – e o corpo trincou, rachou quase ao meio como se abrisse uma fenda no tempo, e na distância, e nos poucos passos que a mantinham afastada de james. acontece que a proximidade a qual ele parecia estar o tornava intocável também. ela pensava: &lt;em&gt;entende quando você chega muito perto de alguma coisa, e o olho perde o foco do objeto&lt;/em&gt;? o olho dela estava incapaz nesse sentido. depois que o olho voltou ao corpo, os olhares estavam igualmente parados no outro, e brilhantes. o que acontecia era uma combinação, aquela corriqueira felicidade e a descaracterização dos maus modos – e o que era passado poderia ser qualquer coisa também. percebeu que o que tinha acontecido, todos os motivos pelos quais tinham brigado ou desistido agora, desistiam deles. os motivos desmoronavam, os argumentos, as falhas todas postas de lado por um momento. e sabrina flutuava ali por perto deles, mas paralelo a eles. porque sabrina sempre esteve ali, tantas outras mulheres como sabrina existiam – e continuariam a encontrar com eles, sabia disso. sabrina era uma espécie de margem da relação. talvez ana laura que a tivesse colocado ali, à beira – mas a posição já não parecia incômoda mais. porque ela sorria para james com aquele sorriso manso e misterioso, como quem guarda um segredo na urgência do momento de contá-lo. então era ana laura que transpunha o corpo no plano paralelo, de onde o ouvido não tinha ruído nenhum – de cima ela via james e sabrina se abraçarem na rua. sabrina sorria mesmo sabendo que ela sabia de tudo – uma mulher que não tem nada a perder não faz esforços. porque sabrina não tinha dia para morrer. então porque não? porque não james ao invés de qualquer outro homem? acontece que na descrição das mãos dadas, tinha que ser james porque tinha também que ser ana laura. e tinha que ser ana laura de james. ana laura era a melhor candidata. porque a repulsão que ela sentia por ele, gerava – na outra – desejo. a proporção das coisas tinha uma intenção também. e aquelas personagens divididas em centenas de partes minúsculas pulavam de história em história – representando, ou dominando cada uma delas. muitos dos receios de ana laura tinham se transformado em pequenas percepções do instante seguinte. ela teria que saber das possibilidades na espera. foi como se tivesse colocado dezenas de perguntas organizadas em fila, por ordem de tamanho e importância. e os questionamentos exigiam postura dela – uma postura simples e conjunta. porque se james percebesse a fila, pegaria suas metades na rua, como uma mulher que busca o vestido no chão, ergue a saia até o joelho e corre. ela pensava qual imaturidade da condição humana envolvia isso. porque james correria para lados opostos: de um lado a broa quente, do outro, a culpa do fim do relacionamento. por todo o corpo, a omissão que o corpo tinha posto tantas vezes à mostra. e todo aquele sentimento de uma missão não-cumprida; tinham as coisas mal resolvidas ainda. havia vômitos ainda, saídas precipitadas, deixadas de lado por eles. há tempos não pensava sobre isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(26 de junho de 2008)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-8515308973336706703?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/8515308973336706703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=8515308973336706703&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/8515308973336706703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/8515308973336706703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/06/todos-os-textos-do-mundo-4.html' title='todos os textos do mundo | 4'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-4637982946153943607</id><published>2010-06-18T15:36:00.004-03:00</published><updated>2010-06-18T15:47:00.919-03:00</updated><title type='text'>todos os textos do mundo | 3</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;O CAPITULO DA VOLTA DE JAMES:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;desejava ir embora. queria ir embora para longe com ele até aquele lugar sereno em que ele se sentia bem. porque agora o efeito do remédio, do chá, do cuidado todo em relação ao resfriado eram necessários. se os defeitos agora a humanizavam, e ela admitia o refúgio. porque ela estava disponível e ele se sentia perdido. já haviam feito aquilo tantas vezes antes, mas dessa vez em particular, não sabia porque beija-la: o desejo tinha perdido significado também. não sabia em que lugar segurar o corpo, nem em que lugar soltá-lo. porque o que lhe ocorria era um desconforto em ralação ao corpo do outro. e ele lhe parecia imóvel: igualmente sem jeito. já havia comentado sobre isso antes, mas não havia recebido nenhum detalhe também. então voltou à mão mais uma vez, como se tivesse ganhado mais um pouco de confiança. estava certa daquilo – e estava certa da CONDIÇÃO que a situação tinha colocado, finalmente. ana Laura passou os braços de james em volta de sua cintura e curvou-se ou pouco para trás enquanto o corpo dele tomava espaço. a proximidade do corpo todo logo tomou o conjunto todo também: as pernas, as juntas as bocas perderam distância na sala. passou a sentir a respiração dele sendo retomada e o ar quente que deixava seu corpo fazia o corpo inteiro dele ganhar calor também. james segurou o corpo dela com força, a fim de não deixa-la perceber que tremia um pouco. ambas as mãos estavam geladas – talvez todo calor já tivesse sido trocado. ana Laura aproximou um pouco o rosto e deixou que uma pequena fenda caísse sobre os lábios. pensou em dizer algo, mas desconhecia a razão daquilo tudo. porque a situação falava por eles. e a situação gritava e imperava por seus corpos juntos, justos, sobrepostos um ao outro. o beijo dele que veio em seguida tomou-lhe a boca em surpresa. talvez não tivesse mais lábios para aquela paixão. o corpo curvou-se mais e ele praticamente a ergueu pelos braços. o corpo dela deixou um suspiro e um respiro longo depois. o fim do encontro das mãos ou do deixar dos olhos no chão tinha acabado – para a entrega do corpo não há reversão. se o amor fosse de fato uma guerra, não lutaria mais. porque tinha largado as forças ali, tinha deixado as forças no outro. fizeram amor como quem faz do amor-próprio um desapego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;james a deitou e em seguida deitou-se sobre ela. seu corpo a cobria como um cobertor, como uma capa pública daquele corpo. o pulso do coração acompanhava um ritmo igualmente descompassado. estavam postos um ao outro. era como se ela tivesse nadado muito, e agora conseguia deitar-se com ele e contemplar. agora poderia abrir os braços na praia, ou flutuar indefinidamente. a alma que emergia do corpo talvez fosse uma onda fina, uma nova onda. a alma era um segmento de conquista do outro. oara James, a boca era o topo do corpo – o gargalo do corpo do outro. estavam deitados feito uma fração – e o que pertencia a ele já não lhe admitia exclusiva posse: e ela se deixava para ele com igual confusão. o que acontecia era que os corpos tinham adquirido uma forma única – e não havia dimensão suficiente para estabelecer o começo do corpo dela e o final do de james. era apenas um par de olhos e de pernas. apenas dois braços e centenas de dedos. apenas eles.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;(03 de julho de 2009)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-4637982946153943607?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/4637982946153943607/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=4637982946153943607&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/4637982946153943607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/4637982946153943607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/06/todos-os-textos-do-mundo-3.html' title='todos os textos do mundo | 3'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-3983626055404479176</id><published>2010-06-14T19:34:00.005-03:00</published><updated>2010-06-14T19:56:19.648-03:00</updated><title type='text'>todos os textos do mundo | 2</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;O CAPITULO DA FAMILIA DE SABRINA:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;os pais de sabrina ainda moravam na mesma casa em que ela e os irmãos tinham sido criados. os mesmos móveis, quadros, sofás e talheres. as mesmas cadeiras, toalhas, sandálias e frigideiras. a mesma árvore do lado de fora, ainda seca e sem frutas. mamãe estava doente desde quando a visitara, no ano passado. sabe-se lá o que tinha, mas o mal deveria estar se arrantando pelos meses e ela parecia estar acostumada aos remédios e a sensação ruim que eles traziam. sabrina evitava voltar para visitá-la - não por mamãe, em si, mas pela falta de graça das lembranças que ainda existiam ao redor da casa. queria trazê-la para se tratar na capital, lógico que queria, mas mamãe se recusava. então sabrina evitava visitas porque assim evitava ser convidada para morar com eles outra vez. se continuasse indo uma vez a cada dois meses, como fazia no começo, eles iriam sugerir para que ela voltasse. e quem insistia era papai - afinal mamãe já mal saía do quarto. papai estava aposentado há oito anos, mas tinha voltado a trabalhar por mais dois quando sabrina resolveu se mudar para a capital. era a única filha, afinal, a única filha menina. os outros poderiam seguir por conta própria, mas sabrina não: &lt;em&gt;ah, não sabrina&lt;/em&gt;! sabrina era independente, não exercia profissão nenhuma, fazia a própria comida. nem sempre os pais entendem isso. lavava as próprias roupas, enquanto os irmãos tinham empregados até para dobrar as pontinhas do papel higiênico. esse tipo de hábito era esquisito demais, pensava. jamais conseguiria ter alguém para lhe servir o jantar. não se imaginava jantando com oito tipos diferentes de talheres. gostava de comer alguma coisa na sala, com um pano fino no colo - que ela mesma tinha bordado naquela única aula que tinha feito - e só. então dentro do seu apartamento apenas cabia ela mesma. cabia perfeitamente sabrina e ninguém mais para ficar circulando por ali. bastava james que dormia uma vez e outra. bastava ingrid. bastava os montes de roupas que tinha. então, dentro dela, bastava seu gosto pouco refinado. &lt;em&gt;é, nem sempre os pais entendem isso.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;(26 de junho de 2008)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-3983626055404479176?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/3983626055404479176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=3983626055404479176&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/3983626055404479176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/3983626055404479176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/06/todos-os-textos-do-mundo-2.html' title='todos os textos do mundo | 2'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-1499508622019686786</id><published>2010-06-10T21:39:00.004-03:00</published><updated>2010-06-10T21:56:05.643-03:00</updated><title type='text'>todos os textos do mundo</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;O CAPÍTULO DO BAR:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;tinha chegado ao limite. tinha chegado ao fim, se é que o fim poderia ter essa cara de cansaço. o espaço do mundo tinha se tornado um espaço muito pequeno para o relacionamento com ele. como uma figura da firmeza, desapontava como uma folha de papel árida, e se esmigalhava seca e sem ar? sem água e sem prazer: já não tinha mais nada. essa cena, da paisagem alienígena, continuou por intermináveis minutos até que ela esticou o braço, sem jeito, para pegar uma bebida. encheu o copo igualmente imóvel de um movimento impróprio, quase a transbordá-lo. o bar ficou vazio e escuro: sobre ela, uma importuna luz do teto já tão baixo a lhe incomodar a cabeça. seria um sofrimento para a personagem esse ato. ana laura apertou os lábios, um contra o outro, e deixou sangrar. tinha vontade de chorar, mas não conseguiu - que importuna virtude, pensou; ainda tinha uma falta de pele, um descompasso da dor: uma ferida de tamanho estranho. lá fora chovia muito, mas ali alagava-se o meio fio. lembrou-se de james. lembrou-se sabrina; inevitavelmente, esqueceu-se. sentiu o peso do corpo agir sobre as pernas, mas as pernas já não pensavam. sentiu-se pateticamente confortável naquele banco duro de bar. ausentou-se: estava por conta própria. estava a se tornar a frase principal de sua poesia preferida. tudo tinha uma valor irrelevante. james parecia estar lá, porque o seu coração pulsava ali e a respiração conseguia se fazer percebida. mas ele não estava lá. nunca esteve. era cansaço, era sono. era isso. ana laura tirou um dolar amassado do bolso, e colocou no balcão sob o copo de cerveja. levantou-se. saiu do bar e não olhou o que tinha ficado atrás. chegou em casa com a calça molhada até a altura dos joelhos, em razão daquele meio fio alagado. o cabelo goetava sobre os ombros, como se tivesse acabado de sair do banho. ironicamente, sentia-se suja, imprestável. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(12 de fevereiro de 2008)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-1499508622019686786?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/1499508622019686786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=1499508622019686786&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/1499508622019686786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/1499508622019686786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/06/todos-os-textos-do-mundo.html' title='todos os textos do mundo'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-975766895290285199</id><published>2010-06-08T19:23:00.002-03:00</published><updated>2010-06-08T20:07:34.510-03:00</updated><title type='text'>à estribeira</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A CARTA DE NÚMERO TRÊS:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não que eu não lembrasse mais do seu rosto, mas a beleza sua já não é a mesma de meses atrás. penso que essa nova beleza tenha vindo com a idade mais recente. eu ainda me lembro de você, junto a beleza antiga de quando a conheci, que me mandava sempre, e que me pedia para esperar até essa idade chegar. &lt;em&gt;eu teria esperado, &lt;/em&gt;que fique claro. eu teria esperado até este seu aniversário. hoje, a beleza de uma cabelo já tão escuro, de um rosto já tão parte da fadiga - a pretexto do importuna rotina de trabalho que lhe cabe agora - eu me lembro novamente daquele mês cuja beleza sua, já tão confusa em mim, dispensava o sono a trocar por conversas que se jogava fora. a gente sempre espera amanhecer para ir dormir agora? eu imagino quantos costumes foram perdidos nas desfeitas que a gente fez, e às tantas caras feias, a homenagem da perda do sorriso seu em um céu tão lindo que era o seu rosto. eu tenho saudades de escrever para você, de torná-la prosa, de torná-la rima como rima sua eu era, tão sua também do samba que era nosso. e que danças, pode-se lá saber, ficaram perdidas nesse tempo? quanta bossa, quanta valsa sem par, eu imagino. e quanto balançar de ritmo nunca feito, sem letra? eu teria que ter uma história para compor - e recompor para mim, tanta falta sua. tanto me perdi, que procurei você em cada canto a pretexto da intenção de encontrá-la em um assobio, e em uma melodia qualquer retomar o trato que fizemos (de esperar o tempo descuidar do resto). que descuido, penso agora. da imaginação que te trouxe, ao tédio que te fez me visitar outra vez, a curiosidade que tão rápido te atou os braços e te levou longe, em um lugar em que o teu olho já não me permite o brilho. no lugar em que o esforço dos homens quer fazê-la feliz - onde a felicidade não se admite; e, na não existência, insisto em visitá-la sempre. insisto em tornar a casa, em retormar-lhe o desenho do rosto porque você não foi embora. então, talvez, a minha cautela já não se aplique a beleza sua que eu vejo hoje - mas aquela beleza, tão imensamente dilacerada, há de voltar a seus olhos. e eu hei de chamar-lhe sempre até o máximo da minha prematura intenção com o mesmo gostar prematuro que você deixou para mim, meses atrás.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-975766895290285199?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/975766895290285199/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=975766895290285199&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/975766895290285199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/975766895290285199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/06/estribeira.html' title='à estribeira'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-970772865805563068</id><published>2010-05-24T19:06:00.005-03:00</published><updated>2010-05-24T19:35:00.323-03:00</updated><title type='text'>à miséria</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A CARTA DO MEIO:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;eu não conheço nada do mundo. há dias, eu tenho tido febre todos os dias - e, por isso, considero que tive um pouco de azar também. você não veio: &lt;em&gt;então há muito descontentamento e tudo começa a derivar da infelicidade.&lt;/em&gt; os homens são barulhentos pela atenção enquanto a atenção das mulheres é silenciosa: a sua intenção nunca fez barulho mesmo, e agora eu me pego pensando sobre ela outra vez. não era direito o que tinha passado, como se uma saudade dessa se prestasse apenas ao sentimento e não à presença. hoje, são muito inquietantes as inconsequências da vida. queria poder prestar a você um serviço menos desconexo do que este. muitos sambas não tiveram refrão, eu sei. o choro do nosso samba levantou um bloco com desânimo. eu já tinha visto muita gente louca, cuja irracionalidade não era nada. a batalha nunca foi simples, mas era depois disso que ficava um vácuo. e esse se tornou um comportamento de repetição. quantas vezes, eu ainda me lembro, a gente colocou os pés para cima, em tempos em que a vida era suficiente para o distúrbio? quando a gente envelhece, a memória declina: então eu via em você uma mulher que ficaria velha em breve. a minha preocupação mudou muito neste tempo que decorreu. porque quando eu me esforcei, a sua presença me fez conhecer a estupidez - e justo eu, que achava que a paixão já era estúpida o suficiente também. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;um homem, quando habita a incompreensão, desconhece-se por completo. a mulher, quando o faz, reconhece a permanência bela e tardia da poesia. é, você era um pouco de marcela também: a mulher das grandezas inigualáveis. acontece que marcela era uma mulher louca, e você era uma mulher de verdade. eu entendi que para você o gosto sempre tinha que ter uma história - acontece que o bom gosto é muito intragável também. eu fiz de você o bom gosto das roupas que eu usava, e das outras peças do guarda-roupa que você tanto trocava, a minha roupa se tornou uma inscrição, um texto &lt;strong&gt;seu&lt;/strong&gt;. há sempre coisas que precisam sair da aura do desejo. e do desejo, eu tanto entendi, que a racionalidade que se curvou sobre ele acabou por transformá-lo em uma infração para você. a gente ainda vai se surpeender muito na vida - e ainda mais você, que em um deslize do meu olho perdeu a graça de uma menina para dar lugar a modernidade de uma mulher. a sua idade se aproxima, e do mapa que eu vi no seu rosto, um lugar perdido cheio das borboletas que você vê agora: eu descontruí você -, mas eu não caí nos seus olhos, por assim dizer, sem querer. eu destruí a literatura para construir a realidade. as conversas se esvaziaram: foi aí que a gente embruteceu? a qualidade requereria muito mais desejo do que isso... eu tinha que parar de escrever para mim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-970772865805563068?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/970772865805563068/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=970772865805563068&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/970772865805563068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/970772865805563068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/05/miseria.html' title='à miséria'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' 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de novo tanta coisa minha que você levou embora. porque eu te gosto com a saudade mais digna que tenho, e com o amadurecimento que eu tive depois de tanta doença que secedeu a sua partida: &lt;strong&gt;eu não errei com você, nem você, comigo&lt;/strong&gt;. &lt;em&gt;se você teve medo, eu fui muito feliz.&lt;/em&gt; porque hoje fez-se plena a constatação da minha felicidade passada com você. você não saiu, você não simplesmente deixou de estar também. você trouxe e deixou de trazer: e eu nunca soube os planos que você fez - se é que eram planos aquelas idéias que você tinha. e se é que era eu, de você, enquanto tão minha que você era também. o que era o tempo, afinal, no entendimento de quem se apaixona? eu perdi um pouco da vida na poesia do seu encanto. porque em todo canto da sua casa havia um tanto de vida que a gente tinha imaginado. a velhice do seu corpo chegaria dali a poucos meses - então, na efemeridade da sua fuga, eu me senti velha pela vida inteira. a gente nunca acha que vai ser deixado (e não por mim, mas pelas coisas que foram ditas, a fidelidade da entrega não é um objeto de prévia combinação). a gente nunca precisou combinar nada. a facilidade do acordo era a beleza do encontro. foi um verão curto e interminável. hoje eu vou dormir ouvindo as frases que você dizia e o mistério das suas palavras, já tão simples também, confundidas com o amor tão sério que se perdeu em meio a tanta desconfiança. eu teria desconfiado de mim também na ocasião. a chuva de hoje não parou: estaria o tempo permeando novas descobertas? o tempo já esperou a gente. você volta?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-5391852182536643320?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/5391852182536643320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=5391852182536643320&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/5391852182536643320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/5391852182536643320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/05/falencia.html' title='à falência'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' 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tinha sentido a euforia depois dela. eu ouvi um barulho, mas o cenário da sua rua não me disse nada. era muito barulho por nada? eram muitos tiros, muita decapitação por nada. a novidade causa hesitação. era sempre um tiro fora do eixo, no lugar no ego - e o eco inimaginavel que isso produzia. &lt;strong&gt;entre nós, nós eramos atores&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no seu quarto, a permanência do breu destacava seu rosto, tão meu, e tão sua também que eu era. a gente não erra duas vezes. &lt;span style="font-size:130%;"&gt;que tempo foi esse&lt;/span&gt;? como, a perfeita dança nossa, tão cheia de nós, pode nos causar tanta indignação agora? eu tentava entender em que lugar a gente tinha parado, porque eu voltaria para nos recolher. porque na vida infernal, na vida sem tempo, a gente tinha se gostado - e tinha mostrado disposição e disciplina na concordância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;com você, eu não precisava dormir. eu não tinha fome. porque a sua companhia me trazia um agrado: ah, que tempo pleno das coisas tão nossas! eu me cobri da complexa musicalidade da sua fala, da intenção das suas roupas - da qual tantas vezes me despi também -, da proteção da sua nudez. a sensualidade não existia. a gente existia. a gente era feliz, e sabia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;NINGUÉM É FELIZ QUANDO ADMITE A FELICIDADE. A ADMISSÃO É UM INSTANTE DE RACIONALIDADE PURA, AO QUAL, A EMOÇÃO DA FELICIDADE NÃO SE ENCAIXA. NÃO CONSTATÁ-LA NUNCA: ESSA É A VERDADEIRA FELICIDADE. ENTÃO, SE A GENTE ERA FELIZ, EU TERIA PREFERIDO NÃO SABER.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-6544489476316315830?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/6544489476316315830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=6544489476316315830&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/6544489476316315830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/6544489476316315830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/05/eu-nao-segurei-o-meu-chao.html' title='eu não segurei o meu chão'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-6844026168915657649</id><published>2010-04-28T18:57:00.003-03:00</published><updated>2010-04-28T19:29:34.966-03:00</updated><title type='text'>você não segurou o seu chão</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;CONTINUAÇÃO:&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os muitos risos, e as armas que usamos: &lt;em&gt;há sempre um espaço para se preencher sob a pele&lt;/em&gt;. você sabe, me conhece - eu já estive no mar. você põe suas âncoras em mim, como eu me lembro. põe suas coroas, suas tantas pernas cujas dobras já entortaram tanto em mim. tudo canta bem mais triste do que antes. haveria ainda uma razão para uma perda tão irrisória quanto esta? para o sorriso seu, de mexer tão pequeno e quase nenhum, em um céu de estrelas que era o seu rosto, eu ainda vejo a beleza deixada nas margens. nas poucas vertebras que me sobraram, ainda o ensaio do meu corpo a manter firme a minha imaginação. o futuro é o que eu imagino? o futuro é o que me toma o tempo agora, enquanto passo a gastar a espera com imagens de paisagens austeras e secas. de cenários quase alienígenas, de carentes intenções, da minha presença emprestada a você. eu não tive disciplina, nem fundamento na minha discórdia. então eu tenho de arcar com a falta? e eu não sei como você segurou o seu chão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-6844026168915657649?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/6844026168915657649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=6844026168915657649&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/6844026168915657649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/6844026168915657649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/04/voce-nao-segurou-o-seu-chao.html' title='você não segurou o seu chão'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-8563092366000061476</id><published>2010-04-27T13:51:00.002-03:00</published><updated>2010-04-27T14:16:35.267-03:00</updated><title type='text'>eu não sei como você segurou o seu chão</title><content type='html'>você não segurou o seu chão. quantas vezes mais as fotos apagadas não mudarão nada? que tempo foi aquele, cujo tédio tinha trazido você? eu tinha me arrependido nas mínimas coisas porque as canções ficaram. e agora, esse chão pisado das roupas suas, das coisas suas, das pernas minhas - já tão suas também... que desabor! e que amor tão pouco, a tão pouco prestado. quando a sua companhia se apresentou para mim, eu olhei tudo que você tinha deixado nas palavras nunca ditas. que olhos foram aqueles seus, tão meus, tão cheios de si? o tempo passava emprestado de outro, agora. eu tentava imaginar como você poderia ter ido embora, depois da valsa, naquele hora do samba tão nosso. você tinha uma forma sua de esperar as pessoas, de tratar a gente, e eu me lembro disso com perfeição. como a vida é estranha! e quão breve somos nós... o frio daqui não me agrada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-8563092366000061476?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/8563092366000061476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=8563092366000061476&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/8563092366000061476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/8563092366000061476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/04/eu-nao-sei-como-voce-segurou-o-seu-chao.html' title='eu não sei como você segurou o seu chão'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' 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de um homem: o homem inventou o duelo, e a metade da chance de matar de volta. a mulher é a rainha de retórica - e essa é a violência da linguagem pública.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-3333259990629876473?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/3333259990629876473/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=3333259990629876473&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/3333259990629876473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/3333259990629876473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/04/feminino-2.html' title='FEMININO | 2'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-7174597355587795927</id><published>2010-04-12T20:27:00.003-03:00</published><updated>2010-04-12T20:33:19.076-03:00</updated><title type='text'>FEMININO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;para o gesto feminino, não pode haver pudor. vai existir uma visão simples desse comportamento dela porque o equilibrio da mulher é outro: &lt;em&gt;a questão dos pés, da postura&lt;/em&gt;. então você descobre que fechar as pernas não diz respeito apenas ao vestido. daria perfeitamente para compor uma cena dessas - de uma poesia tamanha que poderia me engolir com facilidade. eu também tinha vontade das partes suas que sumiram. porque a fome agride, dormir demais, a falta de sono agride. e você pode cair no entendimento caso não consiga perceber o literário: eu tinha cansado de tratá-la com poesia - e isso era curioso. todas as pessoas que vivem estão inevitavelmente se vendo. e você pode pensar que o pescoço já não diz nada sobre você, que a perna ou a virilha já não são suas. &lt;strong&gt;a feminilidade não está vestida em você; vestida estou eu, de nós. eu&lt;/strong&gt; tinha perdido toda a minha aversão, e tinha ganhado ânsia em relação a este risco. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-7174597355587795927?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/7174597355587795927/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=7174597355587795927&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/7174597355587795927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/7174597355587795927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/04/feminino.html' title='FEMININO'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' 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minha memória tão gasta, eu via seu rosto de mapa, em que tantas vezes desenhei o céu, e dancei a noite toda: pudera já ter perdido a conta de tantas as vezes que me perdi a ele. porque eu ainda me lembro das canções que muitas vezes nos fizeram guiar os próximos passos. eu tinha parado, e o meu olho tinha se fixado nela também: &lt;em&gt;talvez essa fosse a minha desvantagem agora.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-319005246204169580?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/319005246204169580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=319005246204169580&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/319005246204169580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/319005246204169580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/03/eterno-presente-final.html' title='eterno presente | final'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-1078731957058455555</id><published>2010-03-08T22:24:00.001-03:00</published><updated>2010-03-08T22:25:31.314-03:00</updated><title type='text'>dialética</title><content type='html'>o cansaço me ocorria&lt;br /&gt;como um animal enorme a me afundar as necessidades:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;porque eu não fiz nem as coisas que eu sabia fazer.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-1078731957058455555?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/1078731957058455555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=1078731957058455555&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/1078731957058455555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/1078731957058455555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/03/dialetica.html' title='dialética'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-4493730614053281311</id><published>2010-03-08T22:02:00.002-03:00</published><updated>2010-03-08T22:10:05.464-03:00</updated><title type='text'>eterno presente | 6</title><content type='html'>uma cartase me contemplou agora; embora achasse isso contraditório.&lt;em&gt; eu queria imaginá-la em uma situação sem a intenção degradante da fala&lt;/em&gt; - quando ela gritava, isso era possível. então eu voltava às nossas danças sempre. eu voltava ao ruído do jazz que era ela. eu voltava para o oscilação, para o balanço que ela tinha mostrado para mim. eu ouvia uma música contínua que ora me dava luz, ora me apresentava o breu. porque o jazz era isso: a tensão e o relaxamento; assim como a entrega passional que vai da extrema euforia à melancolia profunda. eu sei, eu a conheci. foi ela quem fez o samba do começo, quem torceu muito os braços e trouxe a alegoria toda com ela. ela não projetou riso em mim, não depositou nada porque o verdadeiro sorriso já não traz movimento nenhum. por isso, talvez, que eu entendia que o seu exagerado balançar de braços era uma intenção vazia, heroicamente vazia, para impressionar. eu voltava ao jantar calmo que tivemos, a calma que tivemos em tempos bem mais interessantes do que estes. porque eu esperava por uma nova intenção que fosse regada pela sorte. eu tinha optado pela arte, acontece que agora estava entregue ao acaso. ela era o acaso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-4493730614053281311?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/4493730614053281311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=4493730614053281311&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/4493730614053281311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/4493730614053281311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/03/eterno-presente-6.html' title='eterno presente | 6'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-8062799590272972002</id><published>2010-03-08T21:37:00.006-03:00</published><updated>2010-03-08T21:59:34.994-03:00</updated><title type='text'>eterno presente | 5</title><content type='html'>talvez eu tivesse entregue uma canseira ao tempo. de toda a minha satisfação e disponibilidade, imaginava já estar farta de expressar força sobre ponteiros tão gastos. esse decorrer de horas era inativo, então eu ficava imaginando o que, possivelmente, poderia ter me trazido até aqui. muita coisa era absurda; se me perguntarem quem foi gabriela, eu diria que diferente de marcela que foi uma mulher enorme, gabriela foi uma mulher de verdade. meu conhecimento, meu pensamento nela representava um capítulo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;"cairia por terra a minha tentativa? hoje, acordar me desconcerta. faço dela uma imagem sem encaixe, quase vazia. eu não morri, talvez aí a origem do empobrecimento da minha queda. a morte era uma mulher que libertaria, como uma espécie que confiava na alma, na vontade do corpo que fazia da quietude um entendimento para a alma dela. eu queria cooperar no desenho da história, acontece que essa história foi a única história minha que tomou mais lugares do que tempo - e isso eu desconhecia, daí a minha tolice em relação ao corpo dela também. ela, na cama. eu a olhá-la muito e a pretexto de nada (&lt;/em&gt;como capitu, e marcela, e todas elas&lt;em&gt;). ela teria que ter tido fundamento na discórdia. eu não exigi o controle, eu não perdi o corpo para outro. eu não entreguei a minha misericórdia, a minha tristeza, a minha pequena destreza. eu me coloquei na sua irracionalidade como se tivesse voltado a ter a idade dela quando essa insatisfação me ocorreu também, anos atrás. eu a entendo, entenda. e faço do meu entendimento uma continuidade da vida, e não uma ruptura. se eu tivesse enlouquecido, se tivesse perdido a cabeça, talvez a tivesse encontrado. acontece que, dessa vez, me bateu em meio a idéia uma dúvida conceitual, puramente acadêmica. eu me formava diante dela como se eu fosse uma defasagem de anos em relação a mim mesma. eu me via nela. nela, eu via o que eu tinha sido de mim um dia - a tratar do caos com frieza. porque a frieza, a crueldade da mulher é ainda maior diante de outra. eu via nela um exército que me abateria os brios, que me derrubaria o corpo no chão e o rosto por muito tempo. eu tentava montar uma postura que se mantivesse em pé, sobre os tolos pés que tinha, como ainda a contemplar seu tempo de dúvida. há coisas na vida pelas quais não se deve agradecer nunca? a dor tornaria a volta mais fácil, acontece que eu desprezava a volta agora. se o acaso havia feito tão bem às coisas, retroceder me parecia ousar em uma direção abstrata, contrária a nebulosa vontade dela. eu tentava andar, mas as minhas pernas ainda falseavam um pouco - talvez marcela estivesse a me ocorrer outra vez. ela tinha me inundado: como marcela, ela era uma onda gigante. se me perguntarem quem foi gabriela, eu direi que, assim como marcela, gabriela ela era onda gigante de óleo também."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;ela tinha deixado nas linhas coisas ditas que eu também não entendia. talvez o meu exército a tivesse invadido também - porque os excessos que eu cometi não me fizeram desejá-la mais: eu já a gostava com tudo que tinha. eu tinha entendido isso como algo belíssimo também. o debate sempre gera necessidades.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-8062799590272972002?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/8062799590272972002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=8062799590272972002&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/8062799590272972002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/8062799590272972002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/03/eterno-presente-5.html' title='eterno presente | 5'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-8192033647948935821</id><published>2010-03-08T15:21:00.002-03:00</published><updated>2010-03-08T15:33:16.812-03:00</updated><title type='text'>eterno presente | 4</title><content type='html'>queria pensar em tempos de maior racionalidade. em tempos menos quentes, mais desgastados. antes tivesse surrado completamente o hábito, ou tivesse tornado o vício irretornável. porque agora eu não conseguia mais olhar para ela sem ver tudo que a envolvia também. gostava dela antes, quando ela ainda reclamava - alegoricamente, eu lhe punha sorriso nas fantasias. hoje, talvez, eu a prefica calada, a tornar a espera um pouco mais sábia. porque se me perguntarem quem foi gabriela, eu direi que gabriela foi uma mulher que não calou a boca, nem fechou as pernas. uma vez feita dela ficção, ela já não poderia mandar na aventura que insistiu comigo, daí a necessidade de torná-la escrita tão rápido, de não perdê-la de vista. de não parar muito em seus olhos: ela seria o meu próximo trabalho. como marcela, se descoberta, ela deixaria de existir. eu imagino que a mulher dela era um bicho ainda maior que o meu; e a sua preguiça era imensa, imersa em tanta vaidade. eu penso na beleza do rosto dela, e me cai sobre a lembrança uma martelada, uma britadeira que não pára nunca. assim como no instante de criar marcela, gabriela já tinha me tinha feito perder muito o sono na discussão minha de pequenos desprazeres com ela. não me tornará mais sábia a sua volta, nem menos feliz o seu encanto.&lt;em&gt; eu me encolhia no seu encanto, ao contrário dela que se esticava na minha presença com outros&lt;/em&gt;. a sua beleza não precisava ser contada porque eu a via com clareza. porque eu a gostava, agora, sem todas as ironias com as quais tantas vezes gostei. de certa forma, tudo estava perfeito agora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-8192033647948935821?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/8192033647948935821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=8192033647948935821&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/8192033647948935821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/8192033647948935821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/03/eterno-presente-4.html' title='eterno presente | 4'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-7301989841857506675</id><published>2010-03-07T14:47:00.003-03:00</published><updated>2010-03-07T15:17:12.833-03:00</updated><title type='text'>eterno presente | 3</title><content type='html'>se me perguntarem quem foi gabriela, eu direi que gabriela foi uma mulher que teve muita pressa - e que gritou muito. porque eu me lembro dos seus gritos me ensurdecerem e me vem a cabeça a imagem da imensa força que eu fazia sobre os ouvidos, as palmas abertas e os dedos entregues ao ar a tampar de mim o ruído irrisório da sua voz. mesmo depois de pensar muito nessa circunstância, o silêncio inventado que eu encontrava no seu grito fazia recriar em seu rosto uma expressão doce. como se aquela raiva pressuposse o grito e o silêncio, a quietude não estimada de nós trouxesse uma graça que eu não imaginava mais existir. as coisas boas puxariam as manias, e isso se tornaria uma mania com o tempo também. &lt;em&gt;abafar um som não vai torná-lo menos agudo: eu já achava essa sitação gravíssima.&lt;/em&gt; agora, como se ela depositasse as coisas em mim, eu me opunha a ela diferentemente da postura que outrora assumi, de abrigá-la muito. porque no desgaste de pequenas misérias, muita coisa já tinha se perdido. já tinha tornado sua bolsa um conforto, seu colo, seu tempo um conforto sem explicação. assim como marcela, gabriela também contraía a atenção como doença. e eu fazia da sua doença uma alegoria para ela no começo, acontece que eu demorei demais para contar as horas, e para entender quantos dias haviam se passado desde que o meu bicho havia saído. porque eu senti o meu bicho, aquela preguiça enorme que eu tinha, se arrastar ainda mais. talvez na tenativa de adoçá-la, estivesse a torná-la intragavel e só: foi nisso que eu fiquei pensando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-7301989841857506675?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/7301989841857506675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=7301989841857506675&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/7301989841857506675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/7301989841857506675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/03/eterno-presente-3.html' title='eterno presente | 3'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-4542254921426284091</id><published>2010-02-26T07:57:00.004-03:00</published><updated>2010-02-26T08:04:05.240-03:00</updated><title type='text'>eterno presente | 2</title><content type='html'>bem diriam os cegos que o amor não está a passear despercebido. se sentido ainda fizesse isso, tanto gosta, imensamente, que seu gostar se perde em outros olhos cuja profundidade já não existe. talvez tivesse chorado por olhos rasos demais - e pela demasiada importância que deu a eles, pudera outros já o terem notado agora também. teria mesmo perdido de vista os olhos que brutalmente viu? talvez tivesse recusado o recusado olho no momento da perda. talvez tivesse ficado cega, e então enxergado que a pena que sentia não valia pena alguma. no abandono faltará tempo. e se é preciso ter coragem para fugir, imaginava ter ainda mais coragem para ficar, entregar-se. porque ela praticou a entrega, e depois, com as pernas que também eram minhas, pos-se a correr. e o que sobrou foi uma mulher tonta - como se a estupidez lhe tivesse caído sobre os ombros, e uma voz fina e pontiaguda lhe tivesse atribuído um pouco menos de graça. porque as flores não chegaram, e os planos não aguentaram tanto tempo também. sonhar não a tornaria mais bonita, acontece que a gora nenhuma alegria traria de volta o tempo do romance. bem diria, sabiamente, o tolo sobre a paixão: &lt;em&gt;ah, amantes, sejam cuidadosos nesses intermináveis primeiros dias!&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-4542254921426284091?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/4542254921426284091/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=4542254921426284091&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/4542254921426284091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/4542254921426284091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/02/o-eterno-presente-2.html' title='eterno presente | 2'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-589338484175614707</id><published>2010-02-10T10:43:00.006-02:00</published><updated>2010-02-11T07:54:40.982-02:00</updated><title type='text'>eterno presente</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;O INSTANTE DE LIBERDADE:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a sensação que eu tive foi de um retrocesso. foi como se ela tivesse acordado e deixado de querer simplesmente. porque eu não vi motivos, eu somente vi os olhos dela que tremiam: foi como se ela estivesse vendo alguma coisa que eu não enxergava. antes fosse somente o corpo para tirar da casa. acontece que ficou marcado, além das minhas costas, o meu gostar declarado por ela. como se fosse um gato, eu me encostava nela - e tanto fiz de seus olhos um abrigo que me vi perdida dentro deles, a refletir sobre nada. a mulher que ela era se transformou em um vão para mim. foi como se toda a minha importância tivesse parado e eu fiquei fora, junto ao meu desentendimenti, fazendo fila na porta. eu senti um quarto que diminuia de tamanho - e eu me senti encolher também. ela tinha aquele rosto em que se desenhava o céu. as nossas danças eram sempre muito tranquilas, a nossa valsa era incrível: ela era o rítmo que eu não tinha. eu me transformaria em uma dançarina por ela. ela era um jazz. e agora, eu já não sabia para dizer quem eu era para ela. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu sei, eu lhe disse: a gente não precisa fazer nada se você não quiser. então, outra vez, seus olhos caídos vieram para mim. aqueles olhos deixados de lado, esquecidos na cama, no quarto, na luz que não tinha: é, eu me lembro perfeitamente. talvez a sua ausência me ocorra agora com algum sentido. eu fui, mas deixei de ir também: eu achei que a ausência era eu. porque eu ainda me lembro de ter me imaginado como outra qualquer. e o beijo teve outro tempo - aquela noite durou três noites seguidas. ela não ameaçava nenhuma expressão. não voltou a trocar a posição do corpo, nem a querer as minhas roupas para ela. eu perdi a minha vontade também. era enlouquecedor ver perder o ideal do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;eu senti como se aquele quarto minúsculo tivesse voltado a ser enorme. então uma distância entre nós, uma espera interminavel, uma defasagem de anos. ela me olhava como se eu fosse uma entranha. confesso não tê-la reconhecido também. porque eu poderia ter amanhecido ao seu lado, dormido, sonhado com sonhos melhores ao seu lado. acontece que não houve aviso do tempo quando me ocorreu isso. o meu pensamento nela representava uma capítulo - então eu imaginei largá-la muito fácil. eu vi seu corpo cair. se seus argumentos tivessem acabado, eu pensava já não existir mais nada também. porque eu tive que aprender a lidar com o silêncio dela de repente. em um instante, eu procurava espaço; no outro, eu procurava uma parte não beijada de seu rosto. ela procurava em mim o corpo como um todo, como a consolar o seu tempo de dúvida. ela era óbvia -&lt;strong&gt; e eu era dela&lt;/strong&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a sensação que eu me lembro foi de uma abandono - e de uma platéia. foi como uma multidão que olhava para ela. quando a arte tratou da crise, a crise tratou logo do beijo. acontece que eu não me prestaria a seus beijos mais. eu encolhia os olhos, franzia a testa. ela torcia o corpo, cobria as pernas - e a referência que eu tinha distorcia-se. porque quando eu pensei nela, imediatamente tive vontade de escrevê-la. talvez fosse extremamente poético ver uma mulher assim. eu saí dali. eu me vi curvada, sentada na cama a contemplar nada. e ela, ainda deitada como uma mulher sem defeitos, a transferir para a minhas costas uma carinho qualquer. assim, um dia se tornaria vários. porque eu pensei em levantar, descobrir deu corpo, espantar seu frio, sacudir-lhe a cabeça. talvez qualquer explicação me servisse - ou talvez eu só precisasse dormir um pouco. porque eu entregaria muito para ver de novo aqueles olhos dela, fundos de paixão. e ver outra vez o sorriso que ela mostrava no rosto e que se formava sem mexer quase nada. porque a sua voz me fazia procurar seu corpo - e o seu corpo me trazia para perto para ouvi-la falar. eu estava encantada por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;talvez tivessemos perdido horas nessa brincadeira. então agora eu sentia a presença de outras pessoas. eu sentia outras pernas, mais meia dúzia de braços e de cheiros. eu sentia o meu corpo puxado, e sentia o corpo dela abraçado por outra pessoa: eu enlouquecia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dela, eu não tive só ciumes, eu tive muita saudade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;foi como se ela tivesse quebrado as pernas, as asas da minha imaginação. eu senti não poder nada - vai ver ficar velho é assim. o eterno presente que eu pensei fez de mim uma verlha eterna. porque eu fiquei ali sem saber se ela se cobria para sair ou para ficar presa mais tempo. eu entendi que ela tinha me levado até a porta para ter certeza de que eu tinha ido embora. eu falei, eu avisei para mim que o tempo nunca deveria ser um fator de desistência. acontece que eu tinha ido embora mesmo, eu tinha desligado, descontruido como se aquela noite nunca tivesse existido. no dia seguinte, nem lembranças me sobraram. eu ainda percebi o seu sorriso como uma brisa tentando me acordar no outro dia: desisti. porque houve um clima, e houve uma guerra logo depois. e veio um riso histérico e um esquecimento que me comprimiu contra o chão - eu pensei ter perdido a vista nessa hora. eu achei que eu terminaria nas coisas que eu nunca tinha dito. talvez por não ter feito planos, ela não me permitisse tanto mais agora. porque o meu estranhamento não era em relação a ela, entenda, mas as coisas que dissemos. ela ainda era a mesma, acontece que agora eu não mais a imaginava dizendo as coisas que disse. foi como um discurso que faltou. um dia que não chegou ao fim. foram esses buracos que me tiraram o sono. eu era dela - &lt;strong&gt;e ela era outra.&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-589338484175614707?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/589338484175614707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=589338484175614707&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/589338484175614707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/589338484175614707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/02/eterno-presente.html' title='eterno presente'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5299702616574308495.post-2724354126098671776</id><published>2010-01-18T10:14:00.003-02:00</published><updated>2010-01-18T10:29:30.662-02:00</updated><title type='text'>carteios | 2</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;acordei. não tinha dormido. talvez depois de ontem tudo tivesse voltado a ser como era antes - porque eu voltei mesmo todas as roupas velhas para o lugar. eu não disse nada, eu sequer abri a boca. se dependesse da minha vida, pudera eu já ter morrido bem antes. desisti de contratar o tempo, e de indenizar tudo. não há nada diferente, apenas imagino uma contradição qualquer. ainda lhe gosto, como em tantos outros tempo fiz. não tornarei, nem falarei o óbvio. eu escrevi um texto: &lt;em&gt;eu mudei o mundo hoje.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-2724354126098671776?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/2724354126098671776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=2724354126098671776&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/2724354126098671776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' 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dormir não é apenas deitar-se com as coisas que foram, mas acordar diante delas como se elas fossem uma parte impossivel de mim. todas as vezes que o beijo tratou do queixo e o queixo tratou logo de torná-lo o melhor beijo de todos eu não tive dúvidas.impossível seria tratar de um tempo desse como sendo um tempo qualquer. agora mesmo, você me volta à memória. até a memória me volta você, como quem chega a pretexto de nada, a olhar-me muito. se a justiça existisse, assim como todos os meus arrependimentos, eu a mataria. porque eu já tinha matado antes por beijos bem menores do que estes seus. entenda que a necessidade do aplauso já não existe. a necessidade de tornar a vida outra coisa, a necessidade das roupas já não existe. e se a nudez era uma roupa que poderia cair justa? agora eu acreditava que sim. essas cartas não tem cópias - das palavras que me serviram de inspiração: hoje me fazem inspirar você.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5299702616574308495-6657454620248698244?l=euresguardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euresguardo.blogspot.com/feeds/6657454620248698244/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5299702616574308495&amp;postID=6657454620248698244&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/6657454620248698244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5299702616574308495/posts/default/6657454620248698244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euresguardo.blogspot.com/2010/01/carteios.html' title='carteios'/><author><name>noelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14252247099902055089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_g4u2luWA8wk/S-20yT05ojI/AAAAAAAAAMw/to7kF0298hc/S220/DSC09972+-+C%C3%B3pia+AQUI+__.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
